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Desculpe, disse Brioche? Golden Brioche Loaves, para a Páscoa??

Lá estava o Dorie  à sexta a lançar mais um desafio, desta vez um brioche, e eu ainda sem livro... ...
Nunca tinha feito tal coisa, a não ser com a MFP por isto, e também porque ando realmente muito cansada, hesitei.
Mas a Mariana, uma das mentoras do projecto veio logo dar uma força e a ela juntaram-se mais algumas  "colegas desta turma" , porque esta turma é mesmo assim, estimula e esclarece "on line".
a massa 

após a noite no frigorífico

Logo na altura assumi que os fracassos fazem parte da vida e só nos ajudam a fortalecer e a fazer correções para o futuro, por isso aqui fica a minha participação desta semana. Não a considero um fracasso redondo, está muuuuiiiiito saboroso. 
Este semi fracasso tem a ver com o tamanho, após forno (a minha massa, se não a tivesse dividido em duas formas, como refere a receita, era suficiente para uma forma, embora tenha duplicado/triplicado de tamanho, na fermentação).

Assumi, logo que não iria utilizar a MFP, se era para experimentar era-o na sua totalidade (ainda pensei fazer tudo sem qualquer máquina... o cansaço venceu-me...)!

Outro agradecimento que quero aqui deixar é à rápida reposta que obtive quando tive duvidas quanto à quantidade de fermento, é que já tinha tudo preparado e não queria perder a vontade.

Aqui fica o meu brioche, que está fofo mas minorca (aceitam-se sugestões para melhorar numa próximaJ)

pouco alto, mas fofo e saboroso

Aqui fica a tradução da receita do Livro da Dorie, feita pela Ana Paula Aparício (obrigada, Ana Paula, é que esta semana nem para isso dava!)

para O Brioche: 
2 pacotes de fermento seco ativo (os meus pacotes tinham 4,6g – coloquei 2 ½ , obrigada pela sugestão Mariana)
1/3 chávena de água morna
1/3 chávena de leite morno
3 3/4 chávena de farinha de trigo
2 colheres de chá de sal
3 ovos grandes, à temperatura ambiente
¾ chávena de açúcar
340 gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente mas um pouco firme

Para pincelar: 
1 ovo grande
1 pouquinho de  água

PARA FAZER O Brioche: 
Coloque o fermento, água e leite na tigela da batedeira e, usando uma colher de pau, mexa até o fermento dissolver. Adicione a farinha e o sal e colocar a batedeira com o gancho de massa. Convém cobrir com uma toalha de cozinha para a farinha não saír para fora. Ligar a batedeira numa velocidade bastante reduzida, se for preciso ir parando a batedeira até a farinha estar misturada, depois pode-se retirar a toalha e aumentar a velocidade para um nível médio/baixo durante 1 a 2 minutos  até a farinha estar bem incorporada. Nesta altura, temos uma massa bastante seca, convém ir rapando a taça com uma espátula para a massa ficar toda homogénea. Baixa-se a velocidade e adicionam-se os ovos, de seguida adiciona-se o açúcar. Aumente a velocidade do misturador para médio e bata por cerca de 3 minutos, até que, a massa forme uma bola. Reduza a velocidade ao ponto baixo e adicione a manteiga em pequenos pedaços (mais ou menos do tamanho de 2 colheres de sopa) batendo até que cada pedaço se incorpore na massa, só nessa altura se introduz o próximo pedaço, até acabar a manteiga. Nesta altura ficaremos com uma massa muito macia. Aumente a velocidade para médio-alto e continue a bater até a massa despegue dos lados da tigela, é cerca de 10 minutos. Mudar a massa para uma tigela limpa (ou lavar a tigela e usá-la), cubra com pelicula  e deixar à temperatura ambiente até dobrar o tamanho, será entre 40 a 60 minutos. Depende da temperatura ambiente.
Esvazie a massa, levantando-a em torno das laterais e deixando-o cair com uma pancadinha na tigela.
Cubra novamente com película e coloque no frigorífico. Golpeie a massa para baixo na tigela a cada 30 minutos até que ela pare de crescer, isto demora cerca de 2 horas. De seguida deixar a massa tapada no frigorifico a noite toda.
No dia seguinte, untar com manteiga e farinha duas formas de pão (tipo forma de bolo inglês) e retirar a massa do frigorífico. Dividir a massa em 2 partes iguais. Corta-se cada pedaço em 4 partes e enrola-se cada um com cerca de 7 cm de comprimento mais ou menos. Dispor os 4 rolinhos transversalmente na parte inferior de cada forma. Colocar as formas num tabuleiro grande forrado com papel ou silicone e tapar com papel vegetal, deixar repousar cerca de 2 horas à temperatura ambiente. (mais uma vez o tempo de cozedura depende da temperatura ambiente).

PREPARAÇÃO PARA ASSAR: 
Coloque o tabuleiro na prateleira do meio do forno e Pré-aqueça o forno a 200º
Para a cobertura bata o ovo com a água e usando um pincel, pincele os pães suavemente. Vai ao forno até que esteja cozido e com um aspecto dourado, são cerca de 30 a 35 minutos. Retire do forno para uma rede e deixe arrefecer cerca de 15 minutos. Passe uma faca nas laterais das formas para desprender o pão e vire-as ao contrário para retirar os pães das formas. Virar novamente o pão para ficar novamente para cima (já fora das formas) e deixe na rede mais uma hora para arrefecer completamente.
              
Faz 2 pães (no meu caso, nesta experiência, teria ficado melhor num sóL J)

Bip-bip, um bolo salgado e um doce jantar

Quando a Su referiu que este mês  tínhamos para jantar personagens dos desenhos animados, fiquei híper contente. Quem não gosta de desenhos animados?
Eu ainda me delicio a ver um bom  desenho animado. Mas tem de ser mesmo bom, já que não incluo  nessa categoria os que são visivelmente horrosos pela monstruosidade dos seus personagens, a sua violência e ausência histórias construtivas ou de estímulos positivos.

O primeiro que me veio à cabeça foi o Vickie, mas eu não iria desfazer o prazer à  mentora deste  projeto. E quando, mais tarde, vi a  a escolha da Ana só podia concluir que o meu raciocínio estava certo.

Na minha memória as possibilidades de convite recaiam no Mickey Mouse,  no Pluto, no Mr Magoo, já que os conhecia desde o preto e branco. Mas, de repente, parei enternecida a  ver o Bip-bip. Não foi pelo desenho animado, em si, que fiquei com este estado de espírito, não o considero muito construtivo, mas sim porque me veio à memória o rosto atento do meu pai que gostava, muito mais do que eu, destes personagens.
Assim, por esta doce  memória, estava decidido quem iria convidar para jantar (pena é que só tenha tempo para a entrada, já que gostaria de continuar a contemplar o rosto do espectador e com ele dar umas boas risadas malandras… …).




O que escolhi tem forma de bolo (mini bolo) salgado e inspirei-me  aqui.

Mini bolo salgado 


ingredientes:

  • 4 fatias de pão de forma
  • atum
  • maionese 
  • azeitonas
  • pickles
  • tomate cereja
  • cenoura
foto de Mafalda Correia


Jan 2012

Preparação

Fazer uma pasta com o atum, maionese, pickles e azeitonas.
Barrar as fatias de pão e colocar em pilha
Decorar com o tomate e a cenoura


Nota: Nesta iniciativa os participantes estão neste post

Risotto de limão e hortelã, para a festa

2010_09_13 - o Mel e a mãe, Bia
- Descobri esta receita, e não poderia deixar de trazer para a nossa festa! - disse-me o Mel relembrando-me que o dia do primeiro  aniversário deste blog está quase aí.

O cheirinho do prato que ele tinha feito, era tão agradável que não consegui evitar, semicerrei os olhos, enquanto retinha todo o aroma.

- Que achas do meu risotto?- continuou, olhando impaciente para mim 

Sem saber muito bem como, enquanto olhava para aqueles olhinhos doces e redondos, o meu pensamento voou até  às minhas férias. Vi a gata vadia que todas as manhãs me pedia comida e o modo insistente e meigo como o fazia. Lembro-me, ainda, como ela, a Bia, nos levou até juntos dos dois filhotes e como, mais tarde, decidimos que nenhum deles poderia ficar na rua. Como família não se separa, eu tive o privilégio de  ficar com o Mel e a minha prima Isabel ficou com a Bia e a mana do Mel, a Cléo.

- Então?! Gostaste ou não?!  Olha que a receita dizia, num determinado ponto, "risotto é um trabalho de amor"... ... -  disse ele colando as patinhas nas minhas pernas, obrigando-me a olhá-lo, agradecida.

Claro que eu tinha gostado, e de tal maneira que me antecipei à festa e tirei um pouco para levar na marmita.

_____

Se ainda não participou veja as regras aqui e apareça, pelo convívio saudável.

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Risotto de limão e hortelã

ingredientes
  • sal
  • 6 copos de água
  • 3 colheres de sopa azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga (não coloquei)
  • 1 cebola picada
  • 2 chávenas de arroz
  • 1 chávena de vinho branco
  • 1 a 2 limões (o que for suficiente para uma colher de sopa de raspa de limão)
  • 1 colher de sopa de hortelã picada
  • qb pimenta
  • pinhões torrados (não coloquei)
  • queijo parmesão (não coloquei)
Preparação:
  1. colocar a água ao lume com o sal, deixar ferver e reservar tapado
  2. num tacho anti aderente. colocar a cebola e o azeite e leve ao lume até a cebola ficar translucida;
  3. adicionar o risotto e mexer sempre, até o risotto começar a ficar alourado 
  4. adicione o vinho branco e mexa até que este fique evaporado
  5. misturar o sumo do limão mexendo bem e deixando absorver
  6. Adicionar aos poucos a água com sal, mexendo sempre e deixando o risotto absorver a água e ficar cremoso e cozido (todo o processo deve levar mais ou menos 30 mn, risotto é um trabalho de amor)
  7.  polvilhar com a raspa de limão e hortelã picada 
Depois, vai-se verificando se tudo está pronto e, quando estiver no ponto,  poder-se-á servir com peixe, cordeiro, marisco ou...


P.S.:
Esta receita já foi para a cozinha do:


Gin de Framboesa

A Ana veio devagarinho e disse que também fazia anos este mês. Não pediu nada, não acrescentou mais nada a não ser que não anda inspirada.
Vamos resolver a questão com uma musiquinha que o Daniel, um amigo meu,  me deu a conhecer e da qual  eu gosto.


A receita que aqui trago está num livro da Thane Prince e já faz tempo que a queria fazer, só que as framboesa sorriam para mim e eu... ...não lhes resistia. Desta vez, para não acontecer o mesmo, encerrei-as num frasco e transformei-as em

Gin de Framboesa 


ingredientes:
  • 450g de framboesas, mais algumas para servir (opcional)
  • 225g de açúcar branco;
  • 600 ml de Gin
Preparação:
  1. Colocar as framboesas e o açúcar  numa caçarola e levar ao lume brando com o açúcar e mexer de vez em quando, até os sucos se libertarem e o açúcar a dissolver;
  2. Transferir a mistura para um jarro de vidro, deitar o Gin por cima e tapar
  3. Mexa a mistura todos os dias durante 3 a 4  dias. 
  4. No final desse período coar e deitar, nas garrafas que se poderão mater durante 3 ou 4 anos.
  5. O gin só está pronto a ser bebido daqui a 3 ou 4 meses
  6. Se pretender a bebida pode ser servida assim ou diluída em vinho branco
Como vêm aqui está uma excelente ideia para um presente

Esta receita também está aqui

Salame para o Dia Mundial do Chocolate

Não concordo nada com esta coisa dos “Dia de”, quando gostamos de uma coisa ou de alguém todos os dias são “Dia de”, todos os dias são especiais, sejam eles 26de Maio ou não! E, do chocolate eu gostoJ.
O chocolate é especial, leva-nos de lés a lés, à volta do mundo. Passo a explicar.
Desde miúda que me lembro do Salame, embrulhadinho em prata. Lembro-me das nossas gargalhadas, enquanto o saboreávamos, e dos nossos lábios debruados a castanho.
Esta receita de salame fui buscá-la a outra Miúda, já que deste magnifico blog só consigo fazer as coisas de criança e como uma criança.
Mas este salame têm um toque carinhoso de Brasil  e, sem ele, não era possível ficar tão bom.
Depois…também têm um toque português, o do Vinho de Favaios, vinho que tem o condão de unir continentes.
receita original, tem os meus comentários em itálico.

Salame de chocolate


Ingredientes:
  • 800 g de bolacha(tipo "Maria") moída  -  julgo que a nossa bolacha Maria tem uma massa diferente da fabricada na Rússia, portanto não coloquem toda de uma vez. Julgo mais prudente retirarem uma porção, adicionando só se for pertinente.
  • 1 lata de leite condensado (385 g) – a lata que utilizei tem 378g
  • 200 g de manteiga derretida e fria
  • 200 g de castanha de caju – utilizei Castanha do Pará
  • 50 g de cacau em pó – utilizei o Magro
  • açúcar em pó para polvilhar – não utilizei
*se desejar, pode adicionar 1-2 colheres de sopa de conhaque, rum ou licor (por exemplo, de amêndoa, de chocolate ou de café) – utilizei Vinho Favaios

Preparação:
  1.  Picar grosseiramente a castanha de caju (utilizei castanha do Pará).
  2. Misturar a bolacha moída, o leite condensado, a manteiga derretida (e fria), a castanha de caju  (neste castanha do Pará) e o cacau em pó amassando tudo muito bem até estar tudo bem ligado. 
  3. Dividir a massa em 2-3 partes iguais e enrolar cada parte em forma de salame (dividi em quatro).
  4. Envolver cada parte em papel alumínio ou em película aderente. E colocar no frigorífico cerca de 1-2 horas.
  5. Envolver em açúcar em pó e cortar em fatias grossas (não coloquei açúcar em pó).


P.S1.: Esta é a minha participação no desafio do Pecado da Gula (sei que não vou ser premiada, não foi por isso que participei. Mas, se for, por favor reverte o meu prémio para o "Sabor com Letras", já que eu estou deste lado do Oceano


P.S2.: Acabei de receber um mail do Pecado da Gula a referir que este post foi o vencedor (e eu que estava incrédula... ...). Tal como referi o prémio deverá reverter a favor do Sabor com Letras. Muito Obrigada  Akemi (01 de Abril de 2012)


P.S3 Este foi o cestinho que ganhei, que ganhou a Adriana, Sabores com Letras

Burritos - para mim estranhos

"Podem ser estranhas ou assustadoras mas são nossos vizinhos neste planeta e foi-lhes dado valor para connosco habitarem"
disse  A Rocha

Já aqui falei d´A Rocha quando vos apresentei uns deliciosos biscoitos,  hoje falo dela porque foi através desta ONG  que recebi um video que quero partilhar convosco.



✌(◕‿-)✌ 

O que há de semelhante entre o video que acabaram de ver os burritos que o Arco Iris na Cozinha  sugeriu que eu confeccionasse?
A raridade!!
A raridade deste tipo de comida cá em casa!!!
Confesso que fiquei apreensiva quando a Miss B  simpaticamente me sugeriu esta receita. Interroguei-me  ao lê-la, sobretudo porque tentei encontrar um elo entre o titulo e o conteúdo (decerto que a minha mãe não aprovaria esta comida como saudável e que encontrou outras formas imaginativas para me fazer comer..).
Mas, mãos à obra!
desafio estava simpaticamente lançado  e eu não podia nem queria desistir. 


Se fiz alterações?! Claro que fiz JJ
  1. O meu estômago não gosta muito de tabasco, portanto este foi um ingrediente que não utilizei. 
  2. Também não coloquei pimenta
  3. Utilizei feijão seco, demolhado de um dia para o outro e cozido com uma cebola  (que retirei).
  4. Quando abri o frigorífico vi que já não tinha a caixinha de bacon L, já era demasiado tarde para voltar à rua e por isto substitui o bacon por chouriço de carne, de Évora.

E devo dizer que o resultado final foi a minha marmita de hoje J
Obrigada Miss B, pelo desafio. Esta receita trouxe um nova cor à minha cozinhaJ


Creme de abóbora com hortelã e requeijão, para um jantar

A Suzana  agarrou no projecto da Ana e sugeriu que convidássemos cozinheiros  para jantar. E agora?!
… …
Levantei o auscultador e comecei a clicar o número, hesitantemente.
Desliguei. Pensei que iria achar o convite uma desmesurada ousadia.
Sentei-me ao computador, tentando continuar a trabalhar.  Mas, os dedos ficaram estáticos sobre o teclado, enquanto o meu cérebro preparava um diálogo convincente.
Num rompante, levantei-me e fui até ao telefone, utilizei o repetir, achei que assim não iria hesitar.  Ao segundo toque, já o meu dedo estava na tecla desligar.
- Estou sim? – foi a frase que me impediu de o fazer.
Com voz sumida, respondi:
 - Boa tarde, peço desculpa por incomodar e pela ousadia mas…   gostaria de convidá-la para jantar.
- Muito boa tarde, não incomoda nada, fico até muito lisonjeada com o convite e é com prazer que aceito.
- Aceita?! – o meu nervosismo aumentou e à minha cabeça vieram as milhentas receitas que tinha pensado.
- Sim, sim, aceito e com prazer, repito. Mas, por favor, queria apenas referir que as pessoas da minha idade já não comem muito à noite, por isso. apenas sopa seria  agradável  e  é o  suficiente.
…  …
E agora, interroguei-me, o que é que vou fazer?  Não posso arriscar e fazer uma das sopas  dos seus livros. Não, não  posso arriscar.
Lembrei-me, no entanto,   de uma sopa que todos os meus amigos gostam e que tem o requinte e a simplicidade que o momento exige. Descobri  esta receita,  já nem sei muito bem  há quanto tempo, num  blog de eleição. Esta escolha poderia ter sabor de gafe,  mas a justificação da escolha apagaria essa possibilidade.
… …
A conversa com a Senhora D. Maria de Lourdes surgiu muito agradável e, com a educação que a caracteriza, elogiou a minha sopa, fê-lo de tal forma que senti que o seu comentário foi muito mais do que cortês, foi sincero.
Conversámos sobre a “febre” dos blogs, das conversas à volta dos seus colegas estrangeiros e como ela está deliciada com todo o empenho que vê  em cada cozinha . Confidenciou-me  que este mês tem estado ainda mais atenta a tão ilustres colegas e que tem sido muito agradável rever  muitos deles.
Despediu-se deixando-me tranquila e garantindo que vai contar esta sua experiência a todos os colegas portugueses. Quem sabe se não o fará num jantar?
Com  tão animada conversa, não demos pelo tempo passar e eu até me esqueci de tirar a foto, valeu-me o facto de, já muito antes de ter este cantinho, ter tirado esta foto que ilustra a deliciosa receita da Margarida



Creme de abóbora com hortelã e requeijão 





Ingredientes: 
  • 2 courgettes
  • 400gr de abóbora
  • 1 alho francês
  • 60gr de azeite
  • 1,5l de água
  • sal
  • 250gr de requeijão
  • hortelã fresca
  • pimenta preta de moinho


Preparação
  1. Lave as courgettes e corte-as em cubos pequenos.
  2. Deite numa panela e junte a abóbora cortada em pedaços.
  3. Corte o alho francês em rodelas, lave em água corrente e junte aos restantes legumes. 
  4. Adicione o azeite, tape a panela e leve a estufar sobre lume muito brando durante cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. 
  5. Tempere com sal e regue com a água a ferver. 
  6. Deixe cozinhar até os legumes estarem macios. 
  7. Junte o requeijão em bocados e triture tudo com a varinha mágica até ficar em creme. 
  8. Perfume a sopa com folhinhas de hortelã fresca cortadas em tiras e sirva polvilhada com pimenta acabada de moer.

Pudim de Chocolate... com sal de Lavanda

A preguiça  estava a tomar conta de mim. Mas, em boa hora, resolvi  vencê-la e aqui estou eu a partilhar a minha participação do Dorie às Sextas.
Não fiz grandes alterações, a não ser aquele toque do sal e o açúcar baunilhado.



Ingredientes para 6 tacinhas
  • 2 e ¼ chávenas de leite gordo
  • 6 colheres de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó (utilizei cacau magro)
  • 2 colheres de sopa de amido de milho (Maizena)
  • ¼ colher de chá de sal (utilizei sal de lavanda)
  • 1 ovo grande
  • 2 gemas
  • 125 g chocolate negro (utilizei 70% cacau)
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha (utilizei açúcar baunilhado)



Preparação:
  1. Coloque uma caçarola ao lume com metade do açúcar e 2 chávenas de leite.
  2. Entretanto junte o amido de milho, o cacau e o sal num robot (utilizei o liquidificador), misture e reserve.
  3. No liquidificador coloque agora o açúcar restante, o ovo e as gemas e misture.
  4. Adicione o leite restante (1/4 chávena) e volte a misturar, depois os ingredientes secos e volte a     misturar.
  5. Deite gradualmente a mistura de leite quente.
  6. Depois de bem ligado volte a colocar a mistura na caçarola, sem deixar ferver e até engrossar.
  7. Retire do lume e junte o chocolate, a manteiga e o açúcar baunilha (açúcar baunilhado), deixando repousar um pouco.
  8. Leve o preparado ao robot novamente, até obter uma mistura homogénea.
  9. Distribua o pudim pelos recipientes e se quiser evitar a formação da camada superficial mais dura e seca, coloque película aderente.
  10. Refrigere por +/- 4 horas.
  11. Enfeitei com aparas de chocolate
PS: Ainda não tenho o livro ...
Inspiração e tradução adaptada: Sabores de Canela  (obrigada Helena :))

Couve-flor salteada com camarão

Como sabem participei no "Convidei para Jantar", que a Ana lançou. Acho esta ideia e a sua dinâmica muito interessantes e enriquecedoras, por isso tenho seguido, aqui e ali, as conversas entre os convidados e os blogs hospitaleiros. Foi ao ir ler a homenageante história da Su  que o meu olhar se deteve no desafio do seu aniversário.
O Suvelle Cuisine nasceu, praticamente ao mesmo tempo que O Bolo da Tia Rosa e, desde então tenho recebido, no meu mail, todas as participações da Su, foi por isso uma agradável retrospectiva a forma como ela lançou este desafio.
Embora não seja comentadora do seu trabalho, uma mão deve contar para as vezes que ali deixei a minha opinião, não podia deixar escapar esta forma saudável de participar e que mais não é do que a continuação da sua maneira de estar na blogoesfera.
Assim decidi sentir que o desafio também me era dirigido e, com prazer, decidi levar à festa "couve-flor salteada com camarão" (só espero que ela goste, eu fi-la com muito prazerJ

Aqui fica a receita  que pode ser servida quente ou fria, a opção depende da altura do ano. 

Ingredientes:
  • 600g de couve-flor;
  • 1 dente de alho;
  • 150g de miolo de camarão
  • 1 pimento de conserva (eu utilizei pimento vermelho fresco)
  • azeite
  • 1 ramo de coentros
  • sal
  • pimenta

Preparação:

  1. Separe a couve-flor em raminhos e lave-os
  2. colocar um tacho ao lume com água e sal e, quando a água estiver a ferver, colocar dentro os raminhos de couve.
  3. Laminar o dente de alho, cortar o camarão, e cortar também o pimento (aos cubinhos), colocar tudo numa frigideira para refogar um pouco
  4. Quando a couve-flor estiver cozida juntar ao refogado para saltear
  5. Misturar tudo e colocar num recipiente
  6. Polvilhar com coentros e envolver tudo.
Fonte da receita: 
Legumes e Vegetais, colecção aromas

Arroz e uma história para o 1º aniversário

Hoje não estou aqui para deixar uma receita mas para vos fazer um convite JJ

Foto de Margarida Catroga Inês
Se me dissessem, há um ano atrás, que estaria aqui a conversar convosco sobre o meu primeiro aniversário, nestas andanças de blog, garanto que olharia para cada um de vós com uma olhar de quem tenta perceber do que estão a falar!

Se estou aqui devo ao incentivo da Laranjinha que lançou um desafio, fez agora um ano, pedindo para lhe contar uma receita. E eu contei, contei a história d'  O Bolo da tia Rosa

Em termos materiais não ganhei nada com esta participação. Mas, garanto, que estou muito mais rica porque, desde então, tenho aprendido imenso com cada um de vós e tem sido bastante interessante algumas das conversas que surgem, off. Por esta experiência, que agradeço, é que gostaria de vos convidar a festejar comigo.

Não se preocupem em trazer algo de muito sofisticado, o importante é mesmo estarmos juntos (também não haverá prémios, a não ser o de partilha das  receitas e das histórias que sentirem que devem contar). Gostaria que fosse um encontro singelo, agradável.

Estive a pensar qual seria o ingrediente que gostaria de ver na minha festa... ... lembrei-me que um dos meus primeiros post foi arroz... e como este ingrediente, sendo um dos meus predilectos, cheira a festa, lembrei-me de vos incentivar a trazerem arroz para a minha festa (como  prato principal, como acompanhamento, salgado, doce, ou...). 

Que acham da ideia? 
Que acham da ideia de trazerem arroz e uma história para o meu primeiro aniversário?

Então, por favor venham, deixem aqui o link, das vossas participações e, no dia 19 de Abril, estaremos juntos a celebrar.

Se não tiverem blog, mas estiverem no facebook, não deixem de participar, quem sabe se daqui a um ano não serão vocês a estarem felizes com esta experiência...

Uma coisa é certa, eu ficarei contente com a vossa participação.

Combinado?

Um desafio em forma de tarte - Tarte Tatin

Todos os pratos têm uma história à sua volta. Esta tarte, a de Tatinnão é exceção.
Quando foi criado o grupo “Dorie às sextas “, no Facebook, achei a ideia muito interessante e aderi de imediato. Por este ou aquele motivo, o tempo não me permitiu participar até este momento.
Não tenho o livrocondição não obrigatória, mas aconselhada, por isso, recorri à receita que normalmente nos é facultada. Este desafio eu não queria perder!
Quando li a tradução da receita da Tarte de Tatin, não estava a visualizar a técnica, por isso, recorri ao visionamento de um  vídeoe a partir daí segui a receita,  em linhas gerais.
O resultado foi tão bom, e eu fiquei  tão feliz, que publiquei logo a fotografia no primeiro dia do desafio. Só que há regras que têm de ser cumpridas: só se pode publicar os nossos resultados na data que é referenciadaL L  (e eu que nunca leio manual de instruções L L, valeu-me o warning da Moira e as desculpas da Marianauma das gestoras deste projeto. 

Tarte Tatin
Ingredientes:

  • 1 embalagem de massa folhada fresca
  • 6 maçãs médias (ou 8 pequenas)doces mas firmes  ( a minha frigideira tem 20cm de diametro e eu utilizei  4  Granny Smith, a minha frigideira tem 20cm de diâmetro) 
  • 110g de manteiga
  •  ¾ chávena de açúcar 

Preparação


Pré-aquecer o forno a 190ºC. Numa frigideira grande, que possa ir ao forno, derreter a manteiga. Inclinar a frigideira ligeiramente  para que as laterais da frigideira sejam untadas com a manteiga derretida (até metade da altura, mais ou menos). Retirar do fogo e polvilhar com o açúcar (tentando formar uma camada relativamente homogénea). Dispor as maçãs, descascadas, descaroçadas e cortadas em quartos, com o lado redondo voltado para baixo, formando círculos concêntricos. Com pedaços mais pequenos de maçã, tapar eventuais brechas nos círculos – as maçãs vão encolher com a cozedura, por isso é importante que elas fiquem bem aconchegadas na frigideira. 


Levar novamente ao fogão, em lume médio, até que o açúcar caramelize. Este processo vai demorar entre 10 a 15 minutos e convém ser constantemente vigiado – a caramelização pode ocorrer de um momento para o outro. Pode ser preciso ajustar o fogo para que não queime demasiado. O caramelo vai borbulhar em volta das maçãs e por aí se conseguirá ver a cor que está a tomar. Quando estiver da cor do caramelo, aquele dourado escuro, retire do fogo.

Centre o disco de massa folhada sobre as maçãs na frigideira e aconchegue as laterais – pode ficar com uma camada dupla de massa na borda da tarte – o que saberá ainda melhor quando a massa caramelizar ligeiramente. Leve ao forno durante 30-40 minutos ou até a massa folhada ter inchado e se apresentar dourada.

Coloque um prato mais largo que a frigideira sobre esta e num movimento rápido, vire a tarte para o prato. 

Pode ter de rearranjar as maçãs sobre a base, uma vez que elas tendem a escorregar neste processo. Espalhe todo o caramelo que ficar na frigideira sobre a tarte e deixe arrefecer pelo menos 10 minutos antes de servir.






Coelho com Mostarda e Compota de Frutos silvestres para McMurphy

Após um dia de trabalho, e já muito perto de casa, o alerta soou na minha cabeça:
- Meu Deus, já é dia 15, o que é que vou preparar para o jantar?!
Tinha pensado não ter ninguém lá em casa, ando num corre, corre, alucinante e sem qualquer espaço mental. Mas, cruzei-me com McMurphy e o seu ar descontraído, a sua vontade de ajudar o outro, a sua determinação, o seu espírito de aventura, a sua  inteligência e, porque não dizê-lo, o seu ar sedutor,  levou-me a apagar  as suas raízes criminosas e o convite surgiu espontaneamente. Com ele, senti que não tinha de fazer grandes cerimónias, mas sem dúvida que queria um jantar agradável.  Afinal já não nos víamos desde os anos 70!
Para entrada, optei por laranja com presunto e azeite . E, sabendo que ele não passa sem uma sopinha, fiquei em pânico, não tinha tempo para ir ao supermercado, então, abri o frigorifico e a sopa  saiu maravilhosa. Para grandes emergências tenho sempre em casa os ingredientes necessários para fazer uma deliciosa mousse , portanto, só tinha de me concentrar no prato principal, já que ele me disse de imediato que traria o vinho. 
O coelho que tinha visto na Moura era a receita base ideal. Tanto mais que tinha dois ingredientes que lhe daria um ar gourmet: o vinho que adquiri na  Enoteca de Bucelas e a Moutarde verte aux feuilles d’estragon au vinagre  que a Mafalda e a Patrícia me trouxeram da Suiça.
 
Não preciso de vos dizer que a conversa fluiu. Falámos de tudo e de nada. Mas sobretudo, falámos do limbo que é a saúde mental, interrogámo-nos sobre quem deveria estar lá dentro e de quem, estando lá dentro, deveria estar cá fora. Falámos dos preconceitos que se geram à volta das pessoas que têm as doenças mentais e que, medicamente controladas, evitam falar ou se escondem. Falámos dos que, não sendo loucos, por alguma circunstância, são apanhados no remoinho.
Sobretudo, falámos da enorme importância dos familiares e amigos, da importância do seu apoio incondicional e sem preconceitos. Ele, à semelhança de muitos outros, por não ter conseguido sair de lá, sente-se grato para com a amiga que encontrou  e a quem deu boleia e, sobretudo, pelo seu amigo  índio.
Eu estou grata a Deus, por este jantar e, não podendo concordar com o que o chefe Bromden fez, tenho de concluir que o entendo.

Coelho com mostarda e compota de frutos silvestres


Ingredientes:
·     2 pernas de coelho (confesso que só tinha em casa lombinhos)
·     2 dentes de alho
·     2 dl de vinho da madeira (utilizei um selecção de vinhos gourmet do Chef Michael)
·     sal e pimenta q.b.
·     2 colheres de sopa de farinha
·     1 colher de sopa de margarina
·     1 colher de sopa de azeite
·     2 colheres de sobremesa de mostarda
·     2 colheres de sopa de compota de framboesa
·     1 colher de sopa de salsa picada
Preparação:
Tempere o coelho com o sal, a pimenta, o alho, o vinho e deixe marinar por um bom par de horas.
Escorra bem o coelho e passe-o por farinha, aqueça o azeite e a margarina e aloure o coelho dos dois lados.
Junte então a marinada, descartando o alho, adicione a mostarda e deixe cozinhar em lume brando, se necessário junte um pouco de água, para que o molho nunca seque demasiado. No final retire o coelho, e junte a compota de frutos silvestres, mexa com uma colher, deixe fervilhar um pouco, junte de novo o coelho, polvilhe com salsa picada (também naõa tinha salsa!) e apague o lume.
Sirva com esparregado de nabiças e arroz de manteiga.

Nota: A Moura utilizou compota de framboesa

Pudim de laranja

Não poderia faltar ao sexto aniversário dos Cinco Quartos de Laranja, um pudim e um poema foram estas as minhas escolhas

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O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Pudim de laranja
ingredientes:
  • 200g + 160g de açúcar;
  • 5 dl de sumo de laranja natural:
  • 8 ovos

Preparação:
  1. Leve uma frigideira antiaderente ao lume com as 160g de açúcar até obter um caramelo que caramelize a forma
  2. Esprema as laranjas e coe o sumo, num passador de rede.
  3. Deite num recipiente o sumo da laranja com o restante açúcar, 200g,  leve ao lume durante 5min
  4. Numa tigela bata os ovos e junte a mistura anterior,mexendo sempre.
  5. Colocar numa forma de ir ao forno em banho maria (não se esqueça de utilizar a técnica do palito para verificar se está cozido - estará em +/- 40min)
fonte:Teleculinária Gold
          Agosto de 2011

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