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Creme de poejo


A Lena tem uns olhos claros que riem mais do que o seu sempre largo e franco sorriso, é assim que eu sempre a visualizo.
Há ainda uma outra particularidade: a Lena e eu fazemos anos no mesmo dia, por norma é sempre ela que se lembra primeiro e dá-me os parabéns!
Agora vou passar a referenciar a Lena também por esta maravilhosa sopa que se faz em três tempos e que é verdadeiramente deliciosa.

Estávamos a conversar sobre poejo quando a Lena digitou:

- Com poejo só conheço sopa…
- Qual?!
- 3 cenouras, 3 courgettes, um ramo de poejo
- Só isso??
- Podes também juntar ervas aromáticas (tomilho, orégãos), mas não muitas para que o sabor do poejo prevaleça.
- ok… acho que vou experimentar e depois digo-te J
- Se achares que ficou muito grossa podes ainda acrescentar leite magro

Não acrescentei leite, nem especiarias. Mas que, esta sopa,  ficou uma autêntica delícia, lá isso ficou J
E… o prometido é devido…

Aqui estou eu, Lena, a dizer-te o resultado (a ti e a meio mundo - ih ih ih)!

Obrigada , pela receita J, devolvo-te um largo sorriso e... como sei que gostas de cantar aqui fica um pequena lembrança, espero que gostes.

P.S.: Já estou a imaginar o Quim a ir buscar a viola para te acompanharJ

Licor de Poejo - Convidei para Jantar John Stott

A decisão de aceitar a sugestão da  Carla , neste projecto da Ana, passa também pelo facto de saber que o autor contemporâneo que "convidei para jantar" gostava de passar por Portugal, onde, para além de saborear a companhia de amigos, também recarregava baterias num dos seus hobbies prediletos, a observação de aves


imagem da internet
Conheci John Stott  no  Grupo  universitário que frequentava, todos o liam  e o comentavam. No entanto, eu não tinha a noção do número de livros que já tinha escrito, na presente data muito perto dos cinquenta, nem  tinha lido nenhum dos seus inúmeros artigos e, muito menos, que ia ser referenciado, em 2005, pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O que me levou até John Stott, não foi o facto de ele ter sido mencionado várias vezes na revista Time, no Telegraph, ou em qualquer outra imprensa da actualidade ou até mesmo o facto de ter ser condecorado pela Rainha Isabel II. O que me levou até Stott foi o estimulo que me provocava as suas observações e, sem sobra de dúvida, também a sua figura simples e afável, característica que por norma encerram todas as pessoas que possuem uma enorme inteligência e uma riqueza interior fascinante.

Comecei a ler os seus livros por um título, também ele apelativo: “Crer é também pensar”. Em determinado ponto deste livro pode ler-se:

 “fé não é credulidade…ser crédulo é ser ingénuo, completamente desprovido de qualquer    critica, sem discernimento, até mesmo irracional… …é um grande erro supor que fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escriturasmas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no carácter e nas promessas de Deus.
…Fé não é optimismo.  Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza conta com o facto de que Deus é digno de todo o crédito.
 …Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR. (sic)
Poderia continuar a partilhar convosco um pouco mais. Mas, opto por vos deixar aqui  a oportunidade de, caso não conheçam, descobrirem John Stott... quem sabe se não se sentem tentados a ir até Londres e a visitarem o Instituto que fundou e de que foi presidente... 

Para este jantar um licor especial:


Licor de Poejo

Ingredientes

  • Poejo
  • 1litro de aguardente (boa qualidade)
  • 1 Kg açúcar
  • 1 litro de água
  • Tempo (o ingrediente mais importante para o sucesso J)


Preparação:
  1. Deixar o poejo secar durante 2 ou 3 meses
  2. Cortar aos pedaços e deixar em infusão em aguardente (não encher totalmente o frasco). O tempo de efusão é sensivelmente dois meses (num local sem luz)
  3. Levar a água e o açúcar ao lume e deixar ferver até fazer bolhinhas e espuma à tona
  4. Retire do lume  e deixe arrefecer
  5. Quando estiver completamente frio, deite a infusão de aguardente e poejo, previamente coada
  6. Provar...se achar que está muito forte...pode juntar mais a água e açúcar (depois de preparado como se refere em 3).


estiveram à mesa todos estes escritores

Nota: 
Este magnifico Licor só foi possível graças a duas colegas minhas:

a) Celeste Miguel, que partilhou a receita da sogra;
b) Custódia Soares que, num dos seus fins de semana por terras Alentejanas (Safara) colheu o poejo indispensável

A ambas o meu  obrigada JJ



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