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Sopa de feijão catarino com couve lombarda

Hoje o céu fechou-se numa chuva cerrada, só me apetece estar enroscadinho!
De qualquer forma decidi e disse à minha dona que era eu que iria fazer o post. 
Escolhi os Ecos Tradicionais e uma sopa de feijão com lombarda, espero que gostem das minhas escolhas





Sopa de feijão catarino com lombarda

ingredientes

  • 1 chávena de feijão catarino (seco)
  • 1 cabeça de nabo
  • 1 cebola média
  • 1/2 lombarda pequena
  • azeite
  • sal
  • água



Preparação:
  1. Deitar a chávena de feijão numa panela com água e deixar demolhar de um dia para o outro
  2. No dia seguinte mudar a água ao feijão, juntar uma cebola picada grosseiramente e a cabeça de nabo, em quartos, e deixar cozer e
  3. Deixar cozer o feijão, a cebola e o nabo, com o sal
  4. Triturar tudo muito bem
  5. Passar por um passador de rede de forma a tirar as cascas do feijão (não é necessário mas eu faço porque cá em casa tenho pessoas mais sensíveis)
  6. Deixar levantar fervura e deitar a lombarda cortada finamente (utilizei o processador de alimentos)
  7. corrigir o sal, se necessário, juntar o azeite  comer
A minha dona disse-me que esta era uma sopa da avó!



Creme de grão com espinafres

aqui vos falei de uma menina de bonitas tranças, disse-vos até que ela gostava de traquinar. Falei dos magníficos espinafres, Mas, no entanto, não referi  a colecção de póneis que ela possui e que arruma cuidadosamente, como menina aplicada que é.


Os espinafres que me ofereceu deram, depois de fazer a tarte, para uma outra sopinha muito gostosa.

Creme de grão com espinafre

ingredientes:

  • grão seco
  • espinafres
  • cebola
  • água
  • sal
  • azeite
Preparação
  1. Colocar o grão de molho, de um dia para o outro
  2. No dia seguinte, cozer o grão juntamente com uma cebola e um fio de azeite
  3. Depois de cozido triturar tudo com a varinha mágica
  4. Passar por passador de rede, para retirar alguma pele do grão, que possa incomodar ao deglutir
  5. Juntar água, sal e levantar fervura para juntar os espinafres, previamente lavados e grosseiramente picados
  6. Depois de os espinafres estarem cozidos colocar um pouco mais de azeite



Um pausa para as coisas simples- Pão de nozes e mel

Uma pausa, uma canção, um pãozinho

 

Pão de nozes e mel

ingredientes

  • 100g de nozes partidas
  • 350ml de água
  • 3 colheres de sopa de mel
  • 40g de manteiga sem sal
  • 1 1/2 c de chá de sal
  • 350g de farinha integral T150
  • 150g de farinha de trigo T65
  • 1 1/4 c de chá de fermento biológico
Preparação
  1. Torre, ligeiramente, as nozes, numa frigideira, em lume brando, ou no forno
  2. Tire a cuba da máquina e encaixe a pá misturadora. 
  3. colocar os ingredientes na cuba, menos as nozes, segundo as indicações do manual da máquina
  4. programar a máquina para pão integral 750g
  5. ao sinal sonoro adicionar as nozes
  6. quando o programa acabar retirar da máquina, deixar arrefecer e cortar às fatias e barrar com um fio de mel (ou doce)

creme de espinafres com courgette

Começo este post com Pippi Longstocking. Sim, sim, aquele menina traquina, que me povoou a infância, e que possuia umas tranças ruivas tão saltitantes como ela. Não se lembram? Vejam então o video:




Porque é que estou a falar da Pippi?
Porque também a Catarina possui uma alegria saudável, uns olhitos muito vivos e gosta de traquinar, sempre que nos visita, no emprego da mãe. E, as suas lindas tranças levaram-me a chamá-la de Pippi!
Os espinafres com que fiz esta sopinha vieram da terra da Pippi, desta Pippi.
E, tão belo presente, tinha de dar numa bela sopinha, sem receita pré defina, mas saborosa até dizer chega!

Creme de espinafres com courgettes


ingredientes:
  • espinafres
  • courgettes
  • cebola
  • cenoura
  • água
  • azeite
  • sal

Preparação:

Numa panela cobrir os legumes, previamente lavados e cortados, com água.  Juntar sal
Depois de cozidos triturar com a varinha mágica ou no liquidificador e juntar azeite.

Fica uma sopa muito cremosa, apetitosa!

Bolo de amoras e maçã

"Gostas de amoras??? Vou dizer ao teu pai que já namoras!"

Repetíamos esta "ladainha" vezes sem conta, sem aguardar qualquer resposta (pelo menos que eu me lembre). O muro do carreiro que nos levava  das casas de férias dos meus avós paternos à da minha tia Adelaide estava coberto de silvas e as baguinhas pretas, muito escuras denunciando o doce, tornavam-nos destemidas  e imunes às eventuais picadas que a planta nos pudesse dar.
E lá íamos, eu e a minha prima Josefina, pulando, catarolando e sobretudo saboreando aquele fruto negro, miudinho, de um doce cativante. 

"Gostas de amoras??? Vou dizer ao teu pai que já namoras!!"


Bolo de amoras e maçã

Vi este bolo na BBC e resolvi fazer umas adaptaçõs que ficaram muito boas, no nosso ponto de vista. Aqui fica as a receita


ingredientes

  • 250g de farinha integral
  • 175g de manteiga sem sal
  • 175g de açúcar mascavado light
  • 2 colheres de sopa de açúcar refinado
  • 1/2 colher de sopa de canela
  • 1 maça reineta, pequena
  • 3 ovos do campo
  • raspa de uma laranja
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 225g de amoras
Preparação
  1. misturar, com os dedos, até formar pequenos granulos, o açúcar mascavado, a manteiga e a farinha
  2. retirar para um recipiente à parte cerca de 5 colheres de sopa da mistura feita 1. A esta mistura juntar a canela e as duas colheres de açúcar refinado. Reservar.
  3. picar a maçã em pequenos pedaços e juntar ao restante preparado feito em um.
  4. juntar os ovos e o fermento e misturar bem
  5. partir as amoras em duas e envolver no preparado
  6. colocar numa forma rectangular, devidamente barrada e polvilhada de farinha
  7. cobrir o topo da massa com o preparado que tínhamos reservado em 2.

Coalhada de limão com gengibre e uma boa gargalhada!

Quando, esta semana, abri o "Padaria da Ana" soltei de imediato uma gargalhada. A Ana estava a "postar" lemon curd e eu tinha acabado de fazer curd e de o fotografar!!
Não tinha pensado em postar já,  mas a Ana picou-me portanto... ...
Aqui ficam com duas opções: esta e a da Ana J


Já a escrever este texto os pensamentos começaram a fervilhar na minha cabeça: 

" o ambiente da blogesfera tem sido tão enriquecedora que não poderei deixar de  desejar a cada um dos meus visitantes uma Feliz Páscoa.... ... acho que a Ana, mentora do "convidei para jantar", acabou de me dar a oportunidade de exprimir este meu voto de uma forma ilustrada, já que a Su escolheu os desenhos animados para esta edição...."


   

A receita  que segui é esta:

Ingredientes

  • 6 ovos
  • 6 limões
  • 1 pedacinho de raíz de gengibre (do tamanho do polegar)
  • 400g de açúcar
  • 120g de manteiga

Preparação:


  1. Num tacho junte a raspa da casca dos limões, assim como o seu sumo.Descasque o gengibre e rale-o. Junte-o também ao tacho e acrescente o açúcar e a manteiga. Leve ao lume até a manteiga estar derretida e a açúcar dissolvido.
  2. Bata bem os ovos e junte-os à mistura anterior. Sem para de mexer, leve ao lume até engrossar. Retire e deixe arrefecer.
  3. Guarde o curd em frascos previamente lavados e esterilizados. O curd deverá ser guardado no frigorífico e consumido no prazo de um mês.
Utilizei este curd para a cobertura de um bolo e também ofereci, nesta Páscoa J

Bip-bip, um bolo salgado e um doce jantar

Quando a Su referiu que este mês  tínhamos para jantar personagens dos desenhos animados, fiquei híper contente. Quem não gosta de desenhos animados?
Eu ainda me delicio a ver um bom  desenho animado. Mas tem de ser mesmo bom, já que não incluo  nessa categoria os que são visivelmente horrosos pela monstruosidade dos seus personagens, a sua violência e ausência histórias construtivas ou de estímulos positivos.

O primeiro que me veio à cabeça foi o Vickie, mas eu não iria desfazer o prazer à  mentora deste  projeto. E quando, mais tarde, vi a  a escolha da Ana só podia concluir que o meu raciocínio estava certo.

Na minha memória as possibilidades de convite recaiam no Mickey Mouse,  no Pluto, no Mr Magoo, já que os conhecia desde o preto e branco. Mas, de repente, parei enternecida a  ver o Bip-bip. Não foi pelo desenho animado, em si, que fiquei com este estado de espírito, não o considero muito construtivo, mas sim porque me veio à memória o rosto atento do meu pai que gostava, muito mais do que eu, destes personagens.
Assim, por esta doce  memória, estava decidido quem iria convidar para jantar (pena é que só tenha tempo para a entrada, já que gostaria de continuar a contemplar o rosto do espectador e com ele dar umas boas risadas malandras… …).




O que escolhi tem forma de bolo (mini bolo) salgado e inspirei-me  aqui.

Mini bolo salgado 


ingredientes:

  • 4 fatias de pão de forma
  • atum
  • maionese 
  • azeitonas
  • pickles
  • tomate cereja
  • cenoura
foto de Mafalda Correia


Jan 2012

Preparação

Fazer uma pasta com o atum, maionese, pickles e azeitonas.
Barrar as fatias de pão e colocar em pilha
Decorar com o tomate e a cenoura


Nota: Nesta iniciativa os participantes estão neste post

O sabor, delicioso, das coisas simples

Quando uma ideia surge  e é fortemente firmada pelo coração, a montanha parece ser de pluma quando a colocamos em movimento!

Na hora do café, reparei que havia rostos novos olhei para a Eunice, de uma forma interrogativa, esta esclareceu-me que eram da Suíça. Sorri para as visitantes e continuei na amena cavaqueira enquanto saboreava o café e o bolinho de aniversário do pequeno Samuel. É muito frequente termos a alegria de sermos visitados, por isso não estranhei.
Mais tarde fiquei presa à história que trazia a Suíça até Portugal…
Cada uma das dez pessoas foi-nos apresentada, confesso que só decorei o nome da Nina, a simpática portuguesa que veio com elas e que traduzia para nós o porquê de estarem ali com tão contagiante alegria.
No cantão alemão da Suiça, na cidade de Kloten  a 15 Kms de Zurique, uma mãe aproveitava o café para partilhar com a Nina a sua angustia, a sua filha recusava, de uma forma sistemática,  as oportunidades que os pais estavam a oferecer-lhe, para passar umas férias diferentes com outros jovens. Enquanto ouvia o desabafo, daquela senhora que conhecia mas com quem não tinha grande intimidade, um torbilhão de sentimentos apoderou-se do coração da Nina, os seus pensamentos voaram até Portugal e, embora fizesse força para não demonstrar, a sua interlocutora apercebeu-se  que o seu pensamento não estava ali, parou o seu desabafo e quis firmemente saber o que estava a provocar aquela reacção…
Pedindo desculpa por,  momentaneamente , ter mostrado uma reação aparentemente fora de sintonia,  a Nina tentou concentrar-se no relato. Mas, o impacto do voo dos seus pensamentos foi tão forte que aquela mãe deixou de estar focada no que a angustiava e não descansou enquanto não soube o motivo que levava a sua interlocutora a ficar “inquieta”.
Havia quarenta crianças em Portugal que queriam tanto terem umas férias e, por total incapacidade financeira, não seria possível, para elas, poderem  brincar com outras crianças!
Aquela realidade, agora partilhada, “apagou” a angústia daquela mãe e, logo ali, começou a encontrar um caminho para a solução desta necessidade, falou com uma, com outra e com outra pessoa e, num toque que só Aquela varinha mágica pode dar, angariam fundos que fizeram chegar a Portugal e proporcionaram umas férias diferentes, as primeiras férias, a crianças portuguesas com uma história de vida que as levava a esta carência, entre muitas outras.

Agora aquela mãe olhava para nós e afirmava, tendo muito presente a recusa da sua filha, que o seu coração, assim como o de todas as outras senhoras que viajaram com ela até Portugal, estava feliz. A certeza que tinham seguido o caminho determinado, tinha sido selada quando foram  contaminadas pelos sorrisos das crianças que corriam alegres no campo de férias que vieram visitar.
Estou certa que o futuro vai confirmar que estas férias foram uma marca na vida daquelas crianças mas também estou certa que aquelas senhoras ficaram marcadas, não só elas como todas as pessoas que estiveram no processo de concretização deste sonho.
Confesso que a envolvência do relato, que temo não ter conseguido reproduzir, foi tão forte que me deixou emocionada. Não pelo facto de se ter conseguido levantar uma determinada quantia, mas porque uma pequena partilha, de um facto pouco alegre, no intervalo de um café, tinha proporcionado, através de pessoas desconhecidas e a muitos quilómetros de distância, a alegria de tantas crianças e a emoção de cada um de nós.
Na verdade, Deus faz as coisas de uma forma muito especial. Nada, mas mesmo nada, é por acaso. Temos de estar atentos, não nos concentramos nas nossas angústias e decerto seremos contaminados por sorrisos que nos levam à felicidade.
Quando cheguei a casa continuei a deliciar-me com as coisas simples:

Costeletas de borrego

ingredientes:
6 costeletas;
2 dentes de alho;
1 folha de louro;
q.b. sal;
q.b. banha;
q.b. vinagre

Preparação:
Tinha deixado as costeletas  temperadas com o sal, os alhos, a folha de louro.
Coloquei, na frigideira, um pouco de banha e as costeletas lá dentro. Voltei-as, de um lado e de outro e retirei para um prato. Ao molho juntei, na frigideira, um cheirinho de vinagre, deixei apurar ligeiramente e voltei a colocar as costeletas na frigideira. Após breves momentos apaguei o lume.
Servi com uma saldada de alface com coentros, umas batatas fritas, que não fazia já nem sei há  quanto tempo e saboreei calmamente enquanto partilhava a história que tinha ouvid0 naquela manhã.
.J

Carapaus fritos com arroz de tomate

Há dias em que a nossa alma não nos leva até à cozinha, embora saibamos que ali encontramos uma excelente terapia. Carapaus fritos, de um dia para o outro, pode ser a solução mais óbvia, num dia como este, e os tomatinhos, do Freixial, iam dar uma ajuda para colorir o arroz.


1 chávena de arroz
1 cebola média;
3 dentes de alho;
q.b. de tomate
sal
azeite
água

Coloca-se o arroz numa chávena, lava-se em água corrente e reserva-se.

Pica-se a cebola, os alhos e leva-se ao lume com o azeite e os tomates cortados em pedaços. Deixa-se a refogar (cá em casa não gostamos de refogados muito puxados, por isso deixo só até a cebola ficar translúcida).  Junta-se a água (duas a três chávenas) e, quando a água começa a ferver, junta-se o arroz.
Deixar cozer e servir enquanto o cheirinho nos conforta a alma!


Os meus pais e avós costumavam salpicar os carapaus com um cheirinho de vinagre e acompanhar com azeitonas galegas.

Acompanhei com uma salada de alface, a que juntei coentros, e o resto dos tomates.

Sopa de feijão manteiga e legumes

Estava com tempo por isso optei por sentir os legumes na sopa e saboreá-los calmamente enquanto os comia...hoje estou mesmo com calma...e como esta sopa me lembra um pouco a minha avô... resolvi ir buscar um prato do meu irmão...

ingredientes:
1 caneca de feijão manteiga;
1 cabeça de nabo;
2 cenouras;
1 cebola grande;
rama de alho francês (parte verde)
qb água
qb sal
1 colher de pau, das médias, de azeite

preparação
coloca-se o feijão na água, de molho, de um dia para o outro.
No dia seguinte muda-se a água e leva-se a cozer com uma parte do nabo e a cebola. Depois de bem cozido tritura-se, com a varinha mágica, e passa-se por um passador, separando todas as peles do feijão. Acrescenta-se a água necessária na panela para juntar, ao preparado que foi triturado, os restantes legumes, previamente foram cortados em pedacinhos muito pequenos. Rectifica-se o sal e junta-se o azeite

Biscoitos de limão e courgette

Vou de férias, graças a Deus, mas deixo estes biscoitos para saborearem e, também, algumas coisinhas agendadas J

Com a partilha, todos ficamos mais ricos. A Ameixinha Seca partilhou connosco uns biscoitos maravilhosos que tinha visto na Tia Martha   e eu agora estou a reafirmar que realmente estes biscoitos são muito bons .
Acordei a pensar que era domingo, não iria ter oportunidade para sair, mas iria fazer algumas das coisas que tinha em mente.
Levantei-me, continuei embrulhada nos meus pensamentos e, neles,  o som da campainha, que normalmente oiço no final das tardes de domingo, soou, foi assim como uma confirmação que tinha de colocar como prioritária esta tarefa culinária…
Estes biscoitos têm dois ingredientes relacionados com o meu tio Diamantino: a farinha de milho e as courgettes.
Lembro-me sempre da minha mãe me pedir uma faca para partir o pão de milho ao meio, para assim o dividir com o cunhado….
- ”mais ninguém gosta de pão de milho, senão nós dois!” – dizia a minha mãe enquanto embrulhava o pão e nos pedia, a mim ou ao meu pai, para irmos à tia Adelaide,  antes de eles começarem a almoçar…
As courgettes... levam-me a outras memórias, às do  hobby do meu tio, sempre com o apoio da família, nomeadamente das minhas primas, e sobretudo, o som da campainha ao domingo, outro dom que eles têm, o da partilha... sempre gostaram de partilhar os produtos da terra com os familiares e amigos mais próximos.

Aqui fica a receita:
Ingredientes:

  • 115 g de manteiga (utilizei sem sal)
  • 1 chávena de açúcar em pó
  • 1/2 colher (chá) extracto de baunilha
  • 1 colher (chá) de zest de limão (utilizei raspa de limão)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 chávena de farinha
  • 1/2chávena de farinha de milho fina
  • 1 courgette média, ralada finamente (cerca de 1 chávena)


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 160ºC. Numa tigela grande misture a manteiga e o açúcar com uma colher de pau até obter uma mistura pálida e fofa.
Adicione a baunilha, limão e sal. Junte as farinhas e misture até ficar tipo areia grossa. Adicione a courgette e misture até que se forme uma massa espessa. Coloque colheradas (utilizei a colher de chá, não sei se não deveria ter feito colheradas mais pequenas) da massa num tabuleiro, separadas, e coza até ficarem levemente douradas, cerca de 25-30 minutos.
Deixe arrefecer completamente sobre uma grelha e guarda numa caixa hermética.
P.S.: Já telefonei à fiel transportadora da courgette para que, neste final de tarde, toque à campainha e leve estes biscoitos para o café... a partilha é isso mesmo... dar e, sem esperar nada em troca, receber.
os Parabéns não são pelo aniversário mas pela boa colheita

Sopa de feijão carrapato

Ok…. podem chamar-lhe sopa de feijão verde, mas para mim é sopa de feijão carrapato, é assim que a conheço desde a minha infância e lembro-me da minha mãe passar muito tempo com a faca na mão a cortar o feijão para a sopa. 
Para mim esta sopa tem de ter dois ingredientes indispensáveis, um deles é a “ferramenta” para cortar o feijão.  Dado que não tenho o muito tempo para o fazer e porque gosto do feijão mais fininho do que o processo tradicional consegue, encontrei este método:

O outro ingrediente, ainda mais importante, é a segurelha, sopa de feijão carrapato sem segurelha…. não é bem a mesma coisa, mesmo quando se coloca um pouco de hortelã para substituir. Mas, a segurelha de que falo não é a do supermercado….essa não! A minha segurelha  tem a folha muito miudinha, deixa a casa toda perfumada e dá aquele gostinho à sopa



Ingredientes
  • 300g de feijão carrapato
  • 2 batatas médias
  • 1 a 2 cenouras
  • 1 cebola
  • 1 tomate maduro
  • 1 haste de segurelha
  • qb sal
  • qb azeite

Preparação
Leva-se todos os ingredientes a cozer, com sal, com excepção do feijão.
Lava-se o feijão, corta-se as pontas e tira-se o fio, se necessário e, depois, corta-se  finamente reservando, com a segurelha.
Depois dos legumes estarem cozidos tritura-se tudo muito bem com a varinha mágica e volta ao lume para levantar fervura e juntar o feijão, bem como a haste de segurelha e o azeite.
Quando o feijão estiver cozido retira-se a segurelha e serve-se a perfumada sopa.
A sopa da minha infância leva massa mas eu não coloco!

Memórias em tempo de eleições…

Não, não me venham dizer que nêsperas são aqueles frutos  que vejo no supermercado!
Para mim, nêsperas não estão nas lojas e muito menos  nos supermercados!
Para mim, nêsperas estão nas árvores e comem-se junto delas… para mim, as nêsperas que como têm de ter sido aprovadas, em primeiro lugar, pelos pássaros.
Lembro-me, na minha infância, do tempo de férias em que ia até casa da minha tia Adelaide e, com as minhas primas, subíamos às nespereiras para saborear um fruto pequenino, cor-de-laranja, salpicado de castanho… quando descíamos das árvores, o chão à volta estava salpicado de caroços saltitantes… lembro-me, ainda, do concurso de caroços e sinto o cheirinho deste fruto docinho.
Para mim, decididamente, as nêsperas são estas só!

E… mesmo quando já não subo às árvores… continuo a aplicar a técnica que aprendi com o meu pai: premir os caroços entre os dedos, semicerrar os olhos  focalizando um alvo, deixar voar o caroço  verificando, de seguida, se aquele foi  atingido  (no uso desta técnica, o meu pai ganhava-me sempre… os seus caroços chegavam mais longe…).
Mas hoje é dia de eleições…                   

NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –

brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora

poema: Fernando Pessoa
interpretação:Gal Costa

Ginjinha

Lembro-me do meu avô fazer ginjinha. E, sobretudo, lembro-me da "luta" que era para que uma rolasse para dentro do cálice....
Esta ginjinha foi feita para oferecer ao meu pai.....mas.... não houve tempo para obter a sua aprovação.... é isso que a torna diferente....

ingredientes
1 kg de ginja;
Aguardente, de boa qualidade (a suficiente para encher a garrafa);
açúcar (o suficiente para cobrir as ginjas)
1 pau de canela

Preparação:
Lava-se as ginjas e separam-se do pé.
Depois de muito bem enxutas, colocam-se as ginjas numa garrafa de boca larga e deita-se o açúcar, a aguardente e o pau de canela.
Arruma-se a garrafa num local escuro, de tempos a tempos movimenta-se a garrfa de forma a misturar os ingredientes.
Esta pronta em 3 meses e dura....conforme o consumo. .a da imagem é datada de 2009, será com toda a certeza servida em ocasiões especiais.


coelho com água pé


O aroma que invadiu, primeiro a cozinha e depois outras divisões da casa levou-me até à minha infância. Aquele cheirinho a coelho que estava a preparar para o almoço não era o do coelho de supermercado, mas sim o do coelho do campo criado com o resto das hortaliças da horta..... que cheirinho....

ingredientes:
1 coelho aos pedaços
1 cebola grande
qb salsa
qb sal
2 copos de água pé
qb colorau
qb banha
1folha de louro
2 dentes de alho

Como fazer:
Deixa-se o coelho a marinar de um dia para o outro, com a cebola picada, a água pé, o sal, a salsa picada, o louro e os alhos picados.
No outro dia pela manhã liga-se o fogão, no mínimo dos mínimos, adiciona-se uma colher e meia de banha e deixa-se a tampa entreaberta enquanto vai lentamente cozinhado.
O aroma que invade a casa prepara o palato para saborear este coelho com ar saloio!

Bolo de Laranja

O bolo da tia Rosa

Estou a descobrir-me na área da culinária e "os cinco quartos de laranja" é um dos blogs que me cativaram bastante. Volta e meia a Laranjinha lança um desafio e desta vez foi "Conta-me a sua receita", baseado no lançamento de um livro de receitas "Conta-me como foi - as receitas da familia Lopes", da série da RTP "Conta-me como foi".
Já fazia tempo que pensava partilhar esta receita, nomeadamente com a Laranjinha. O que não pensava é que esse desfio iria resultar também neste blog!!
Aqui fica " O Bolo da Tia Rosa", não sem antes deixar um vincado obrigada à autora do blog "Cinco Quartos de Laranja", e sobretudo, à equipa que ao longo dos anos me ajudou a escrever esta história:

cd
O bolo da tia Rosa é a designação que me chega, vezes sem conta, das memórias que povoam a minha infância. Embrulhado num papel branco, com uma guita à volta, era assim que o bolo de laranja se fazia anunciar no Natal e nos aniversários das minhas primas.
O bolo da tia Rosa é (era) um bolo de laranja feito em equipa, pelos meus pais.
Os seis ovos eram partidos, separando-se as claras das gemas. E, enquanto a minha mãe juntava, às gemas, um pouco de raspa de limão, a raspa de uma laranja e meio quilo de açúcar, o meu pai observava, porque sabia que de seguida era solicitada a sua ajuda para iniciar, com a colher de pau dos bolos, a homogeneização destes ingredientes.
A laranja, da qual se tinha raspado toda a casca, era partida ao meio e era espremida, no espremedor de vidro… Outra laranja esperava o mesmo destino.
Logo que a massa estava esbranquiçada e leve juntava-se, aos poucos, o sumo das duas laranjas, mexendo-se sempre. Nesta tarefa, a colher de pau já estava nas mãos da minha mãe, dado que estava na hora do meu pai agarrar no batedor de claras para, ritmado, fazê-las crescer com uma firmeza de fazer jus ao “castelo bem firme".

Os trezentos gramas de farinha já estavam pesados, peso confirmado pelos quatro  olhos. A colher de chá já estava preparada para, mal se colocasse a farinha na mistura, medir o fermento que se devia adicionar à farinha. Lentamente, muito lentamente, a colher de pau iniciava os primeiros círculos para, pouco a pouco, acelerar num movimento circular de baixo para cima.

Depois ouvia-se: “Jaime, não pares de bater as claras para não ganhar água… já estão firmes?”. Estavam, estavam sempre bem firmes, em castelo bem firme…

Aos poucos, as claras eram adicionadas à massa e a colher de pau continuava, em movimentos circulares… de baixo para cima… E as bolhas apareciam e rebentavam numa confirmação que a massa estava no ponto.
A forma de alumínio, que ainda hoje existe e que já nem tem conta quantos “bolos da Tia Rosa” cozeu, já estava barrada com Vaqueiro e polvilhada com farinha e aguardava ser repleta com o preparado que ia a cozer em forno médio.
Apenas com:
6 ovos
Um pouco de raspa de limão
Raspa de uma laranja
Sumo de duas laranjas
300g de farinha
500g de açúcar
Qb de fermento
este bolo povoa as memórias de toda a família e amigos. Quase todos referem que eu não o faço com a mesma mestria e que, pela certa, há um segredo para tão magnífico resultado.
Garanto, com o selo de quem viu fazer o “bolo da Tia Rosa” vezes sem conta, que o único segredo era mesmo o trabalho manual, ritmado e em equipa.

cd
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