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Uma sopa, uma pausa, um mergulho no mundo dos livros....

A Laranjinha tinha feito o desafio e, tendo em conta toda a simpatia que tem demonstrado e as receitas que tem partilhado, não poderia faltar. ainda por cima num local há muito não visitado.....
Mas não havia sopa feita e sem sopa....
Lembrei-me de uma sopa que tinha um óptimo aspecto e mesmo sem Bimby estava decidido:

Creme de ervilhas e coentros


ingredientes

750g de ervilhas (pode utilizar das congeladas);
2 dentes de alho;
1 molho de coentros;
qb de sal
2 a 3 colheres de sopa de azeite
qb de água

Preparação
Coloca-se as ervilhas e os alhos, descadas e cortadas em quartos, numa panela e junta-se a água, três dedos acima do nível dos ingredientes. Junta-se o sal.
Depois dos ingredientes estarem cozidos desfaz-se tudo com a varinha mágica e passa-se o preparado por um passador, de forma a extrair o que sobra das casquinhas das ervilhas.
Junta-se os coentros picados e leva-se ao lume, com o azeite, durante cinco minutos

Sopa pronta Feira do Livro à vista
e....
expectativas cumpridas, superada:
conversa correu fluída, sob a moderação de Nuno Seabra Lopes e só posso dizer que muito foi bom aquela pausa para conhecer a Laranjinha, ouvir falar a Paulina Mata, e a Margarida Pereira Muller. A  Laranjinha,  tinha confessado que estava um pouco nervosa mas garanto que não se notou rigorosamente nada.
Depois só faltava saborear a Feira.....olho para o relógio e...já não dá tempo!
Não tem importância, já foi bom "estar na praia", o mergulho, nos livros, ficará para o ano....

Aqui  fica, no entanto, um salpico de um livro, não lido...



Não, não é cansaço - Alvaro de Campos

       Não, não é cansaço...



É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
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