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Sopa de tomate com menta, para o jantar

O desafio que a Ana iniciou está, nesta 11ª edição do "Convidei para Jantar", na casa da Manuela.

Acho esta iniciativa muito interessante e, por isso fiquei apreensiva quando me apercebi que tínhamos de juntar uma foto do restaurante da nossa eleição, já faz tempo que não me dou tempo para uma pausa e ir tirar uma foto a um restaurante que encerre aquilo que considero importante

Depois a anfitriã tranquilizou-me dizendo que poderia escolher uma foto de um restaurante e... ...eu achei que o  que ela tinha escolhido tinha o perfil que tanto necessito no momento, o do um lugar simples, tranquilo, envolvente... ...



fonte: A minha cozinha é a cores

Escolhido o restaurante só me restava olhar para a ementa e escolhi

Sopa de tomate com menta

Ingredientes:

-   1 cebola grande picada
-   1 dente de alho picado/cortado   
-   1 colher de chá de açúcar
-   1 courgete média (descascada e cortada em juliana)
-   1 folha de louro
-   6  tomates maduros grandes, cortados em pedaços (eu uso com as grainhas e a pele porque gosto)
-   6 ovos
-   1 caldo de galinha
-   q.b. azeite
-   q.b. pimenta em grão
-   q.b. sal
-   q.b. água
-   q.b. de pimenta moída
-   folhas de menta para decorar





preparação:
  1. Preparar um refogado ligeiro com o azeite, a cebola,  o alho, o açúcar, a courgete e  a folha de louro;
  2. acrescentar o tomate, a pimenta em grão e uma pitada de sal;
  3. deixar refogar e depois tapar a panela para cozer o tomate em lume brando;
  4. acrescentar água se for necessário;
  5. tirar a folha de louro e retirar do lume para passar com a varinha mágica;
  6. levar a lume forte (acrescentar água se necessário) até ferver;
  7. acrescentar os ovos um a um depois de partidos;
  8. esfarelar o cubo de galinha sobre os ovos;
  9. tapar a panela e deixar ferver 3 ou 4 minutos;
  10. se necessário, rectificar o sal e a pimenta e apagar o lume;
  11. servir com folhas de menta 
       O meu obrigada à minha amiga Fernanda, por ter partilhado esta receita comigo e à minha colega Isabel pelo "bouquet" de menta fresca J J 

Dourada, no forno, com oregãos

panela sem (de)pressão está a acolher a iniciativa da padaria da ana J.

Nesta 11ª edição do "Convidei Para Jantar" decidi, quase que imediato, que gostaria de ter à minha mesa Maria de Lourdes Ribeiro, até porque a forma como ela retratou Lisboa sempre me deixou fascinada.




O jantar não irá ser muito complexo mas decerto será bastante saboroso

Dourada no forno com oregãos


ingredientes

  • 1 dourada
  • limão
  • 1 cebola às rodelas
  • oregãos frescos
  • batatas
  • sal
  • azeite
  • margarina (utilizei vaqueiro)
  • 1 copo de vinho branco
  • 1 copo de água
Preparação
  1. cortar as cebolas às rodelas e cobri o fundo do tabuleiro
  2. colocar o peixe e temperá-lo com azeite e limão cortado às rodelas (meias luas) e oregãos picados grosseiramente (coloquei o limão dentro da barriga do peixe, na cabeça e por cima)
  3. guarnecer com batatas pequenas cortadas ao meio
  4. Adicionar o azeite, a margarina,o vinho, o sal e a água
  5. Levar ao forno e ir regando até que fique assado
o cheirinho vai invadir a sua cozinha J
Esta receita não a vi em nenhum local especifico, tinha oregãos frescos que não queria deixar de aproveitar.

o resultado final está aqui

Bolachas rápidas de flocos de aveia

A Manuela voltou a desafiar-nos para fazermos bolachas. Fiquei contente e fui à prateleira ver os meus livros descobri um, abri-o e logo logo decidi qual a receita seria a estreia daquele livro.

Estas bolachas são uma verdadeira delicia, garanto, são, sem dúvida, uma experiência a repetir.

Enquanto pensava na introdução surgiu-me este  poema e fiquei com imensa vontade de o convidar para jantar, trazendo também assim um segundo convite/convidado.

Espero que desfrutem destes momentos

Diogo Infante  diz Sophia de Mello Breyner Andersen


Bolachas rápidas de flocos de aveia

tempo de cozedura: 12 minutos, por tabuleiro
quantidade: deu 30 bolachas (no livro dizia 36)

Como já referi tenho amigas dotadas. À Fernanda o meu muito obrigada
pela sua arte manual, que tornou este paninho único  J J

ingredientes
  • 125g de farinha sem fermento
  • 1/2 colher de bicabornato de sódio
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 100g de açúcar mascavado escuro
  • 125g de açúcar granulado fino
  • 125g de manteiga sem sal
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha (ou essência)
  • 1 colher de sopa de leite
  • 1  colher de chá de raspa fina de casca de laranja
  • 160g de flocos de aveia
  • 125g de passas (utilizei sultanas)
Preparação
  1. Aqueça previamente o forno até 180ºC (posição 4 no forno a gás).
  2. forre dois tabuleiros de ir ao forno com papel vegetal
  3. peneire a farinha com o bicabornato de sódio, o fermento e o sal
  4. forme um creme, com o açúcar e a manteiga
  5. adicione o ovo a baunilha e o leite, batendo muito bem, até ficar uma massa lisa. Misture os elementos peneirados e mexa bem
  6. junte a raspa da laranja, os flocos de aveia e s passas (utilizei soltanas)
  7. Com uma colher de sopa, deite colheradas num tabuleiro (deixar cerca de 5cm entre a massa que coloca no candeeiro)
  8. Leve ao forno  durante +/- 12min.

receita do livro: Le Courdon Bleu - Receitas Caseiras - Biscoitos

Biscoitos de Nutella com manteiga de amendoim

Tinha saudades. Confesso que tinha saudades dos jantares da Ana
O convite da Cristina devolveu-me o saltitar de ideias e, sem mais demoras, escolhi o poema que me foi apresentado no liceu, durante uma aula de português onde, em despique, cada um de nós dizia, de cor, um poema. 


Havia
na minha rua
uma árvore triste.
Quebrou-a o vento.
Ficou tombada,
dias e dias,
sem um lamento.
(Assim fiquei quando partiste...)

Saúl Dias

obra poética


Biscoitos de Nutella com manteiga de amendoim




a receita, que tirei daqui, é a seguinte:

"
ingredientes
  • 110g de manteiga ligeiramente derretida (usei Vaqueiro Bolos)
  • 50g açúcar mascavado escuro
  • 185g de açúcar 
  • 200g de manteiga de amendoim creme (atenção que não é a crunchy)
  • 140g de Nutella
  • 1 ovo grande
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 170g de farinha de trigo
  • ½ colher de chá de fermento em pó
  • ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
  • ½ colher de chá de sal (ou menos)

Preparação:

Numa taça de batedeira ou num robot com lâmina bata ou triture a manteiga derretida, os açúcares, a manteiga de amendoim, a Nutella, o ovo e a baunilha.

Peneire a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e o sal e envolva muito bem na massa.
Tape com película aderente e leve ao frigorífico até que a massa fique bem dura, cerca de duas horas. Pode acelerar o processo colocando a taça no congelador.

Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Unte duas folhas de papel vegetal ou prepare os tapetes de silicone.
Molde bola de massa do tamanho de bolas de ping-pong - as minhas pesavam 30g cada. Ocuparam dois tapetes.
Coloque-as nos tapetes com pelo menos 2 cms de distância, achate-as ligeiramente com a palma da mão e leve ao forno durante 12 minutos.
A meio do tempo vire a grelha do forno, do fundo para a porta. e coloque a grelha de baixo em cima e a de cima em baixo.

Retire aos 12 minutos. Nem um minuto mais. O topo estará mole.
Deixe arrefecer uns 5 minutos.
Retire-os com a espátula e coloque-os sobre papel absorvente até esfriarem completamente.
O papel vai absorver alguma gordura e deixá-los mais sequinhos."

Hutspot - um prato tradicional num jantar holandês

Quando a Marmita lançou a 9ª edição do Convidei para Jantar,  da Anasbageri, detive-me a pensar qual seria a cidade ou o país que levaria para a minha mesa.

Os países, as cidades ou os locais tocam-nos pelos seus monumento, sua história, o seu povo. Mas para mim eles têm uma outra dimensão quando criamos, lá, laços de amizade.

No liceu uma das minhas professoras desafiou-nos a ter um penfriend, para que desenvolvêssemos a língua inglesa. Com este objectivo aquela professora distribuiu os formulários e este foi um inicio de uma correspondência fluída que levou a uma amizade que se mantém até hoje, tendo sido alargada a toda a família.
A minha visita à Holanda só  aconteceu mais tarde, no final dos anos oitenta. Mas, ainda hoje está muito mais vincado, na minha memória, os momentos com as pessoas, com aquela família, do que propriamente os belos locais que visitei pela mão destes meus amigos.

fotos de René Sijben


Escolhido o país restava-me escolher um prato. A receita que escolhi foi encontrada no livro "as 100 mais famosas receitas do mundo"de  Roland Gööck, está catalogada como prato típico.

Hutspot

ingredientes
  • 300g de feijão branco
  • 500g de carne de vaca (peito, coberta do acém)
  • 1 folha de louro
  • sal
  • 1 ramo de de cheiros
  • 500g de cenouras
  • 1kg de batatas
  • 3 cebolas
  • 100g de manteiga
  • 1 ramo de salsa

preparação

  1. ponha o feijão a de molho na véspera e, no dia, leve-o a meia cozedura, na água em que ficou de molho
  2. coza a carne com o louro e o ramo de cheiros, numa água temperada com sal
  3. raspe as cenouras e descasque as batatas e leve a cozer com as cebolas ligeiramente picadas desfaça em puré, juntamente com o feijão
  4. Disponha os puré num recipiente e coloque as fatias de carne em cima
  5. regue tudo com manteiga derretida



No FB está aqui
As participações em neste desafio estão aqui compiladas

Bolo de ruibarbos e curd de limão

Não resisto a crianças, todas elas são lindas, por isso fiquei detida naquele rostinho palrador que me olhava. 

Comentei, deliciada, para a minha amiga:

 - que fofinho J
 - é uma menina, chama-se Isabelle J

Levantei os olhos, na direcção da voz, babada, que me corrigia e fiquei sem saber o que fazer... sabia que estava "no território da familia". Mas, nunca pensei que poderia cruzar-me com a autora de "Eu, Maria Pia" e de "Maria Francisca de Saboia". Sempre a sorrir, apercebendo-se do meu embaraço, apresentou-se:

 - eu sou a Diana

Retribui-lhe o sorriso apresentando-me, meia embaraçada. Mas, a sua simplicidade elegante levou-nos rapidamente a uma conversa fluída e, sem saber muito bem como, trocámos contactos. 

Confesso que não esperava que que o telefone tocasse mas...tocou! E... o seu convite surgiu:

- Vou a Lisboa, com a Isabelle. Posso ter a sua companhia para um chá?
- Eu é que tomo a liberdade de a convidar a vir a minha casa - respondi, logo logo arrependida por o ter feito, a minha casa em nada tinha a ver com a da Princesa de Paris.
- Claro que aceito - disse de imediato. Saio de Évora por volta das 14, tenho só de entregar uns documentos que o  Charles-Philippe me pediu e creio que estarei em sua casa às 17h. Não posso ficar para jantar, por causa da Isabelle, mas sempre dá para conversarmos um pouco e ver como ela  está a crescer.

Desliguei, nervosa, fui de imediato para a cozinha preparar... 

Bolo de ruibarbos e Curd de Limão





Bolo

ingredientes:
  • 225g de manteiga à temperatura ambiente
  • 225g de açúcar refinado
  • raspa de limão
  • 4 ovos médios
  • 75g de amêndoa batida
  • 200g de farinha de Trigo
  • 1 colher de chá de fermento 
  • 140g de ruibarbos
  • 1 colher de sopa de açúcar mascavado
Preparação
  1. Aqueça o forno a 180ºC
  2. Unte uma forma com manteiga e polvilhe com farinha
  3. coloque a manteiga na batedeira e bata bastante
  4. Adicionar os ovos, batidos, aos poucos (batendo entre cada adição). Não se preocupe se a mistura parecer um pouco encaroçada, isso muda qdo se adiciona farinha.
  5. acrescentar as amêndoas moídas. Mexer
  6. De seguida a farinha
  7. colocar metade da quantidade de ruibarbo e mexa com uma colher de metal
  8. colocar na forma e adicionar o restantes ruibarbos por cima (nivelar)
  9. levar ao forno entre 40 a 45min
  10. Depois de frio barrar com curd (a receita do curd, está aqui)
Nota 1 - Esta é a minha participação no no projecto  que a Ana lançou, "Convidei para jantar" e que desta vez está sediado na casa da Alice
Nota 2- esta receita foi inspirada aqui
Nota 3 - há um link no FB

Mousse de Morango para Wintley Phipps

A Ana, que deu neste momento um passo de fé - MUITOS PARABÉNS Ana -,  iniciou um Projecto que só posso aplaudir pelo estimulo que encerra.

Este Projecto já passou por seis casas diferentes, com desafios que, julgo poder dizer, todos nós aplaudimos.

Desta vez é a Vera que resolve propor-nos que convidemos para jantar 
"O compositor, cantor ou banda, que vos faz sentir bem, sonhar, esquecer e voar enquanto fecham os olhos. Aqueles cuja voz ou acordes vos provoca arrepios na pele e um friozinho na barriga " 
De imediato vieram à minha mente o nome de pessoas que, ao interpretarem espirituais negros, fazem-me o tal "friozinho na barriga". Mas, não iria convidar todos eles, embora a vontade fosse bastante...

Foi então que me surgiu, bem firme, a vontade de convidar  de uma pessoa que me foi apresentada muito recentemente e que possui uma voz que é sem dúvida um dom.
Convidei para jantar Wintley Phipps e este, apesar de estar envolvido no seu trabalho, aceitou com prazer.

O jantar voou e, pedindo-me desculpa por não saber português, presenteou-me com a história de um dos meus espirituais preferidos, "Amazing Grace". Fiquei sem palavras... ... fico contente por ter pedido para gravar aquele momento, assim  posso agora partilhá-la com cada um de vós, espero que, tal como eu, sintam o tal "friozinho na barriga".

  



Mousse de Morango


. 300g Morangos
. 200g [Creme] Queijo
. 1 Limão
. 3 Ovos
. 50g Açúcar
. 100ml Natas


Preparação
Corte os morangos em metades para o copo misturador. Faça um puré, desfazendo os morangos no copo. Passe o puré para
a batedeira. Junte o queijo creme, as natas e o açúcar e bata.
Retire e coloque numa taça. Bata as claras em castelo e junte o açúcar enquanto bate, para dar mais consistência. Incorpore na
mousse. Sirva em tacinhas e leve ao frio, por uma a duas horas.
[segredo do Chef Henrique Sá Pessoa, (que eu segui): coloque uns cubos de morango no fundo das taças antes de servir a mousse]


Todos os jantares estão aqui

Morangos com mascrapone e iogurte grego, num jantar com mentes brilhantes


Os jantares da iniciativa da Ana têm sido desafios constantes e este , no Reino da Prússia, é sem dúvida, até agora, o mais desafiante para mim.
Confesso que a inteligência sempre me fascinou. Gosto de pessoas inteligentes, pessoas de inteligência saudável, sublinho. Agora a Sofia queria que eu convidasse para jantar mentes brilhantes, isso deixa-me ainda mais fascinada,mais caladinha, muito atenta, tentado beber uma parte dos seus conhecimentos e tentando descodificar o que vão relatando... 
Dei comigo a pensar:
Mentes brilhantes... Galileu GalileiIsaac NewtonAlbert EinsteinStephen HawkingVou ter mesmo de escolher um? E se eu os juntar à mesma mesa e os deixar a falar sobre... o Bosão de Higgs?? Não, isso não é muito honesto da minha parte. Vou convidá-los para jantar, sim. E até vou convidar o Peter, mas será um momento de plena descontracção... um momento de  saudável convívio.... espera... e se eu telefonasse ao Maestro Armand Diangienda e surpreendesse  todos com a actuação da orquestra que ele dirige em Kinshasa? Mistura estranha? Não, não me parece... é isso mesmo! Está decidido. 

Orchestre Symphonique Kimbanguiste


A sobremesa será muito simples, vi uma no blog da Selene, vai ser essa receita a minha fonte de inspiração.
... ...

Morangos com mascrapone e iogurte grego


ingredientes:
  • morangos
  • iogurte grego
  • mascrapone
  • folhas de hortelã 


Preparação:
  1. Lavar bem os morangos, enxugar e cortar em tiras
  2. misturar o iogurte com o mascrapone
  3. Numa tigela colocar a mistura, e os morangos por cima (em topo) e de seguida uma nova camada de iogurte com mascrapone
  4. enfeitar com hortelã.
Nota: Nestes jantares estiveram muitas mentes brilhantes, que são brilhantemente apresentadas pela Sofia

Licor de Poejo - Convidei para Jantar John Stott

A decisão de aceitar a sugestão da  Carla , neste projecto da Ana, passa também pelo facto de saber que o autor contemporâneo que "convidei para jantar" gostava de passar por Portugal, onde, para além de saborear a companhia de amigos, também recarregava baterias num dos seus hobbies prediletos, a observação de aves


imagem da internet
Conheci John Stott  no  Grupo  universitário que frequentava, todos o liam  e o comentavam. No entanto, eu não tinha a noção do número de livros que já tinha escrito, na presente data muito perto dos cinquenta, nem  tinha lido nenhum dos seus inúmeros artigos e, muito menos, que ia ser referenciado, em 2005, pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O que me levou até John Stott, não foi o facto de ele ter sido mencionado várias vezes na revista Time, no Telegraph, ou em qualquer outra imprensa da actualidade ou até mesmo o facto de ter ser condecorado pela Rainha Isabel II. O que me levou até Stott foi o estimulo que me provocava as suas observações e, sem sobra de dúvida, também a sua figura simples e afável, característica que por norma encerram todas as pessoas que possuem uma enorme inteligência e uma riqueza interior fascinante.

Comecei a ler os seus livros por um título, também ele apelativo: “Crer é também pensar”. Em determinado ponto deste livro pode ler-se:

 “fé não é credulidade…ser crédulo é ser ingénuo, completamente desprovido de qualquer    critica, sem discernimento, até mesmo irracional… …é um grande erro supor que fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escriturasmas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no carácter e nas promessas de Deus.
…Fé não é optimismo.  Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza conta com o facto de que Deus é digno de todo o crédito.
 …Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR. (sic)
Poderia continuar a partilhar convosco um pouco mais. Mas, opto por vos deixar aqui  a oportunidade de, caso não conheçam, descobrirem John Stott... quem sabe se não se sentem tentados a ir até Londres e a visitarem o Instituto que fundou e de que foi presidente... 

Para este jantar um licor especial:


Licor de Poejo

Ingredientes

  • Poejo
  • 1litro de aguardente (boa qualidade)
  • 1 Kg açúcar
  • 1 litro de água
  • Tempo (o ingrediente mais importante para o sucesso J)


Preparação:
  1. Deixar o poejo secar durante 2 ou 3 meses
  2. Cortar aos pedaços e deixar em infusão em aguardente (não encher totalmente o frasco). O tempo de efusão é sensivelmente dois meses (num local sem luz)
  3. Levar a água e o açúcar ao lume e deixar ferver até fazer bolhinhas e espuma à tona
  4. Retire do lume  e deixe arrefecer
  5. Quando estiver completamente frio, deite a infusão de aguardente e poejo, previamente coada
  6. Provar...se achar que está muito forte...pode juntar mais a água e açúcar (depois de preparado como se refere em 3).


estiveram à mesa todos estes escritores

Nota: 
Este magnifico Licor só foi possível graças a duas colegas minhas:

a) Celeste Miguel, que partilhou a receita da sogra;
b) Custódia Soares que, num dos seus fins de semana por terras Alentejanas (Safara) colheu o poejo indispensável

A ambas o meu  obrigada JJ



Rolo de peixe e courgette para Brian De Palma

Gosto bastante de cinema, mas raramente vou, não tenho tempo... não tenho nem sequer uma nesguinha de tempo!
Há ainda um outro problema: sou péssima para nomes e raramente decoro um nome à primeira, então se forem de atores, realizadores, ou..., muito menos. Assim, o  desafio lançado pelo Menú Verde, não foi propriamente fácil.
No entanto, eu não poderia faltar à iniciativa da Ana.
Quem é que seria o meu convidado?

Veio-me à memória um episódio que não vou esquecer, nunca, mesmo quando for muito velhinha...
Lembro-me de estar a sentir uma enorme necessidade de descontrair e, num repente, resolvi entrar num cinema e comprar um bilhete para a sessão mais coincidente com aquela precisa hora. Não vi títulos, não vi atores, não vi realizadores. O que vi foi, pura e simplesmente, uma sala de cinema que me iria oferecer um espaço bem mais agradável, pois fazia um calor de rachar, onde poderia descansar e descontrair, ao mesmo tempo.
As luzes apagaram-se, os anúncios chegaram e...o filme começou... e... "dressed to kill", foi o titulo que apareceu no ecrã.

- Aiiiiii - gritou a minha vozinha interior - tu queres descontrair, certo?!

Lembro-me de ter visto a maior parte do filme apenas com um olho e tão encolhida, mas tão encolhida na cadeira, que as dores musculares eram intensas e prolongaram-se para lá do tempo que estive em sala.

Este jantar serviu para dizer a Brian De Palma aquilo que ele já sabe: ele é, na realidade, um excelente realizador de suspense.
texto revisto por Eunice Duarte

Rolo de peixe e courgette

ingredientes:

  • 2 courgettes
  • 1 posta de salmão
  • 1 posta de pescada
  • 1/2 pimento vermelho
  • 100g de manteiga derretida
  • 6 folhas de massa filo
  • 2 dl  de molho bechamel
  • salsa
  • sal
  • pimenta

Preparação

  1. Ligue o forno a 160ºC. Corte as courgettes em tiras e escalde-as em água a ferver com sal. Arrefeça-as em água fria, escorre-as e seque-as num pano
  2. Coza o peixe em água temperada com sal e lasque-o. Corte o pimento em tiras.Pincele as folhas de massa com manteiga derretida e una-as duas a duas.
  3. Misture o salmão e a pescada com o molho béchamel
  4. Espalhe as tiras de curgette sobre as folhas da massa, cubra com a mistura do peixe e termine com o pimento
  5. Enrole cada porção de massa e leve a cozer, a meio do forno, durante 30min
Fonte: Especial Massas de pastelaria (Mulher Moderna nº 53)

Bip-bip, um bolo salgado e um doce jantar

Quando a Su referiu que este mês  tínhamos para jantar personagens dos desenhos animados, fiquei híper contente. Quem não gosta de desenhos animados?
Eu ainda me delicio a ver um bom  desenho animado. Mas tem de ser mesmo bom, já que não incluo  nessa categoria os que são visivelmente horrosos pela monstruosidade dos seus personagens, a sua violência e ausência histórias construtivas ou de estímulos positivos.

O primeiro que me veio à cabeça foi o Vickie, mas eu não iria desfazer o prazer à  mentora deste  projeto. E quando, mais tarde, vi a  a escolha da Ana só podia concluir que o meu raciocínio estava certo.

Na minha memória as possibilidades de convite recaiam no Mickey Mouse,  no Pluto, no Mr Magoo, já que os conhecia desde o preto e branco. Mas, de repente, parei enternecida a  ver o Bip-bip. Não foi pelo desenho animado, em si, que fiquei com este estado de espírito, não o considero muito construtivo, mas sim porque me veio à memória o rosto atento do meu pai que gostava, muito mais do que eu, destes personagens.
Assim, por esta doce  memória, estava decidido quem iria convidar para jantar (pena é que só tenha tempo para a entrada, já que gostaria de continuar a contemplar o rosto do espectador e com ele dar umas boas risadas malandras… …).




O que escolhi tem forma de bolo (mini bolo) salgado e inspirei-me  aqui.

Mini bolo salgado 


ingredientes:

  • 4 fatias de pão de forma
  • atum
  • maionese 
  • azeitonas
  • pickles
  • tomate cereja
  • cenoura
foto de Mafalda Correia


Jan 2012

Preparação

Fazer uma pasta com o atum, maionese, pickles e azeitonas.
Barrar as fatias de pão e colocar em pilha
Decorar com o tomate e a cenoura


Nota: Nesta iniciativa os participantes estão neste post

Creme de abóbora com hortelã e requeijão, para um jantar

A Suzana  agarrou no projecto da Ana e sugeriu que convidássemos cozinheiros  para jantar. E agora?!
… …
Levantei o auscultador e comecei a clicar o número, hesitantemente.
Desliguei. Pensei que iria achar o convite uma desmesurada ousadia.
Sentei-me ao computador, tentando continuar a trabalhar.  Mas, os dedos ficaram estáticos sobre o teclado, enquanto o meu cérebro preparava um diálogo convincente.
Num rompante, levantei-me e fui até ao telefone, utilizei o repetir, achei que assim não iria hesitar.  Ao segundo toque, já o meu dedo estava na tecla desligar.
- Estou sim? – foi a frase que me impediu de o fazer.
Com voz sumida, respondi:
 - Boa tarde, peço desculpa por incomodar e pela ousadia mas…   gostaria de convidá-la para jantar.
- Muito boa tarde, não incomoda nada, fico até muito lisonjeada com o convite e é com prazer que aceito.
- Aceita?! – o meu nervosismo aumentou e à minha cabeça vieram as milhentas receitas que tinha pensado.
- Sim, sim, aceito e com prazer, repito. Mas, por favor, queria apenas referir que as pessoas da minha idade já não comem muito à noite, por isso. apenas sopa seria  agradável  e  é o  suficiente.
…  …
E agora, interroguei-me, o que é que vou fazer?  Não posso arriscar e fazer uma das sopas  dos seus livros. Não, não  posso arriscar.
Lembrei-me, no entanto,   de uma sopa que todos os meus amigos gostam e que tem o requinte e a simplicidade que o momento exige. Descobri  esta receita,  já nem sei muito bem  há quanto tempo, num  blog de eleição. Esta escolha poderia ter sabor de gafe,  mas a justificação da escolha apagaria essa possibilidade.
… …
A conversa com a Senhora D. Maria de Lourdes surgiu muito agradável e, com a educação que a caracteriza, elogiou a minha sopa, fê-lo de tal forma que senti que o seu comentário foi muito mais do que cortês, foi sincero.
Conversámos sobre a “febre” dos blogs, das conversas à volta dos seus colegas estrangeiros e como ela está deliciada com todo o empenho que vê  em cada cozinha . Confidenciou-me  que este mês tem estado ainda mais atenta a tão ilustres colegas e que tem sido muito agradável rever  muitos deles.
Despediu-se deixando-me tranquila e garantindo que vai contar esta sua experiência a todos os colegas portugueses. Quem sabe se não o fará num jantar?
Com  tão animada conversa, não demos pelo tempo passar e eu até me esqueci de tirar a foto, valeu-me o facto de, já muito antes de ter este cantinho, ter tirado esta foto que ilustra a deliciosa receita da Margarida



Creme de abóbora com hortelã e requeijão 





Ingredientes: 
  • 2 courgettes
  • 400gr de abóbora
  • 1 alho francês
  • 60gr de azeite
  • 1,5l de água
  • sal
  • 250gr de requeijão
  • hortelã fresca
  • pimenta preta de moinho


Preparação
  1. Lave as courgettes e corte-as em cubos pequenos.
  2. Deite numa panela e junte a abóbora cortada em pedaços.
  3. Corte o alho francês em rodelas, lave em água corrente e junte aos restantes legumes. 
  4. Adicione o azeite, tape a panela e leve a estufar sobre lume muito brando durante cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. 
  5. Tempere com sal e regue com a água a ferver. 
  6. Deixe cozinhar até os legumes estarem macios. 
  7. Junte o requeijão em bocados e triture tudo com a varinha mágica até ficar em creme. 
  8. Perfume a sopa com folhinhas de hortelã fresca cortadas em tiras e sirva polvilhada com pimenta acabada de moer.

Coelho com Mostarda e Compota de Frutos silvestres para McMurphy

Após um dia de trabalho, e já muito perto de casa, o alerta soou na minha cabeça:
- Meu Deus, já é dia 15, o que é que vou preparar para o jantar?!
Tinha pensado não ter ninguém lá em casa, ando num corre, corre, alucinante e sem qualquer espaço mental. Mas, cruzei-me com McMurphy e o seu ar descontraído, a sua vontade de ajudar o outro, a sua determinação, o seu espírito de aventura, a sua  inteligência e, porque não dizê-lo, o seu ar sedutor,  levou-me a apagar  as suas raízes criminosas e o convite surgiu espontaneamente. Com ele, senti que não tinha de fazer grandes cerimónias, mas sem dúvida que queria um jantar agradável.  Afinal já não nos víamos desde os anos 70!
Para entrada, optei por laranja com presunto e azeite . E, sabendo que ele não passa sem uma sopinha, fiquei em pânico, não tinha tempo para ir ao supermercado, então, abri o frigorifico e a sopa  saiu maravilhosa. Para grandes emergências tenho sempre em casa os ingredientes necessários para fazer uma deliciosa mousse , portanto, só tinha de me concentrar no prato principal, já que ele me disse de imediato que traria o vinho. 
O coelho que tinha visto na Moura era a receita base ideal. Tanto mais que tinha dois ingredientes que lhe daria um ar gourmet: o vinho que adquiri na  Enoteca de Bucelas e a Moutarde verte aux feuilles d’estragon au vinagre  que a Mafalda e a Patrícia me trouxeram da Suiça.
 
Não preciso de vos dizer que a conversa fluiu. Falámos de tudo e de nada. Mas sobretudo, falámos do limbo que é a saúde mental, interrogámo-nos sobre quem deveria estar lá dentro e de quem, estando lá dentro, deveria estar cá fora. Falámos dos preconceitos que se geram à volta das pessoas que têm as doenças mentais e que, medicamente controladas, evitam falar ou se escondem. Falámos dos que, não sendo loucos, por alguma circunstância, são apanhados no remoinho.
Sobretudo, falámos da enorme importância dos familiares e amigos, da importância do seu apoio incondicional e sem preconceitos. Ele, à semelhança de muitos outros, por não ter conseguido sair de lá, sente-se grato para com a amiga que encontrou  e a quem deu boleia e, sobretudo, pelo seu amigo  índio.
Eu estou grata a Deus, por este jantar e, não podendo concordar com o que o chefe Bromden fez, tenho de concluir que o entendo.

Coelho com mostarda e compota de frutos silvestres


Ingredientes:
·     2 pernas de coelho (confesso que só tinha em casa lombinhos)
·     2 dentes de alho
·     2 dl de vinho da madeira (utilizei um selecção de vinhos gourmet do Chef Michael)
·     sal e pimenta q.b.
·     2 colheres de sopa de farinha
·     1 colher de sopa de margarina
·     1 colher de sopa de azeite
·     2 colheres de sobremesa de mostarda
·     2 colheres de sopa de compota de framboesa
·     1 colher de sopa de salsa picada
Preparação:
Tempere o coelho com o sal, a pimenta, o alho, o vinho e deixe marinar por um bom par de horas.
Escorra bem o coelho e passe-o por farinha, aqueça o azeite e a margarina e aloure o coelho dos dois lados.
Junte então a marinada, descartando o alho, adicione a mostarda e deixe cozinhar em lume brando, se necessário junte um pouco de água, para que o molho nunca seque demasiado. No final retire o coelho, e junte a compota de frutos silvestres, mexa com uma colher, deixe fervilhar um pouco, junte de novo o coelho, polvilhe com salsa picada (também naõa tinha salsa!) e apague o lume.
Sirva com esparregado de nabiças e arroz de manteiga.

Nota: A Moura utilizou compota de framboesa
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