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Salada de couve roxa e caju

É sabido que gosto de testar novas receitas. Portanto, quando vi esta salada não resisti.

Depois do dia do meu aniversário já a fiz uma outra vez e acho que não irei de deixar de repetir as vezes que achar que  devo.

Mas, sem mais demoras, porque há um grupo especial, no meu whatsApp, que, depois de a ter saboreado, não pára de reclamar a receita...

Aqui está ela:



ingredientes
  • 1 cebola - roxa (na segundo teste esqueci-me da cebola roxa e fiz com a branca e não ficou mal;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 400g de cebola fatiada
  • 2 colheres de sopa de vinagre de cidra
  • 40g de arantos desidratados
  • 1 pau de canela
  • 1 colher de chá de tomilho seco
  • 1 colher de chá de sal
  • qb de pimenta moída
  • 2 maças Royal Gala (eu chamo peros e foi isso que se vê na foto!!)
  • 50g caju
  • 2 colheres de sopa de cebolinho picado (não coloquei)

Preparação
  1. Descasque a cebola e o alho, pique-os finamente e leve ao lume num tacho com o azeite. Cozinhe sobre lume moderado até a cebola estar mole;
  2. Corte a couve roxa em juliana fina, aparando os talos mais grossos. Junte a couve no tacho, assim como o vinagre, os arantos, o pau de canela e o tomilho. Tempere com o sal e com a pimenta moída na altura. Misture bem, tape e deixe suar sobre lume moderado durante 10 minutos
  3. Ao mesmo tempo, numa frigideira antiaderente , aloure o caju. Reserve
  4. Lave as maçãs, elimine os caroços e corte-as em gomes finos 
  5. Deite a couve num prato fundo, decore com gomos de maça e salpique com os cajus tostados.
  6. Polvilhe com cebolinho



gratinado de batatas e cogumelos

Sorriu para mim e, da fila da frente, voltou-se para me entregar um marcador, contendo palavras de incentivo. Retribui o sorriso e, passado uns breves momentos, toquei-lhe no ombro mostrando-lhe um leque que tinha feito com todos os marcadores que me tinha oferecido, até aquele momento.
Não conseguimos reter uma risada... é assim a Paula, gosta de mimar todos os amigos.
Ontem, pela manhã, tinha um mail seu com uma poesia que a tinha tocado:

HÁ UM DEUS EM TUA VIDA
Myrtes Mathias

Quando te vejo tão acomodado ao mundo
que te cerca,
como a água tomando a forma do vaso
que a contém,
eu me lembro de um Rei coroado de espinhos,
arrastando uma cruz pelos caminhos,
pelas ruas de Jerusalém.

Quando te vejo tão preocupado com rótulos
e comodidades,
tão desejoso de aparecer,
eu me lembro de um jovem-Deus perdido no deserto,
onde só feras e anjos O podiam ver.

Um jovem-Deus que te entregou um dia
o privilégio da Grande Comissão,
o Qual negas com tua covardia,
sucumbindo a promessas
que te falam à carne e ao coração.

Quando te vejo tão ocupado em construir
celeiros,
ajuntando fortunas que o ladrão pode roubar,
eu me lembro de um Deus caído sob tuas culpas
sem o conforto de uma pedra para repousar.

Quando te vejo conivente com aquilo
que Ele aborrece,
ao ponto de ocultar a Herança que Ele te legou,
pergunto: Seria falsa a promessa que fizeste
ou o amor que tu Lhe tinhas era pouco
e se acabou?

Onde está teu grito de protesto,
que já não escuto?
Tua atitude de inconformação?
Será que te esqueceste do santo compromisso
ou te parece pouco o privilégio da tua missão?

Por que tremes diante do mundo,
temendo por valores que só servem aqui?
Será que Cristo te escolheu em vão
ou será que já não existe um Deus
dentro de ti?

Tu estás no mundo, mas não és do mundo.
Não escolheste – foste escolhido.
Por que te encolhes ao ponto
de seres grande pelo padrão dos homens,
comprometendo tua autoridade
de condenar um mundo corrompido?

Foste escolhido para uma missão tão grande
que nem a anjos foi dada a executar:
não te assustem ameaças,
não te seduzam promessas,
numa obra eterna, é melhor morrer do que negar.

Lembra-te que há um Deus em tua vida
que os teus atos devem glorificar


Gratinado de batatas e cogumelos
inspiração: na cozinha com Nigella




ingredientes
  •  3 batatas para assar (tamanho médio) - +/- 750g
  • 350 ml de leite gordo
  • 3 colheres de sopa de vinho branco
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 colheres de chá de azeite de alho (juntei alho esmagado)
  • 250g de cogumelos finamente cortados
  • sal
  • pimenta
Preparação
  1. Pré aqueça o forno a 220ºC e unte uma taça de ir ao forno 
  2. corte as batatas finamente e junte o leite e o vinho branco, levando tudo ao lume, para ferver numa caçarola- Tempere com sal e pimenta a gosto e mexa ocasionalmente. Deixe ferver em lume brando enquanto prepara os cogumelos
  3. Aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira, em lume médio-alto. Junte os cogumelos e cozinhe, mexendo ocasionalmente até estarem macios
  4. Deite os cogumelos e os sucos amanteigados na caçarola e coloque tudo no prato de gratinar.
  5. Leve ao forno
Nota este gratinado é bom para acompanhar frango, pode gratinar ao mesmo tempo que faz o frango (por exemplo)




galinha com laranjas

Cansada,  abri o meu primeiro livro de cozinha. O Pantagruel foi-me carinhosamente oferecido pelos meus pais. Gosto de reler a dedicatória desenhada pelo punho do meu pai, onde se adivinha o ditado, insistentemente sussurrado pela minha mãe... ...

Para hoje escolhi:

Galinha com laranjas




ingredientes

  • 1 galinha (utilizei pernas de frango)
  • 50g de toucinho (utilizei bacon)
  • 1 cebola às rodelas
  • 1 alho
  • 1 colher de sopa de banha (utilizei menos)
  • 1 cálice de vinho do porto
  • 1 colher de manteiga (utilizei uma noz de margarina)
  • 2 dl de água
  • salsa
  • 2 laranjas (sumo)
  • batatinhas e cenouras cozidas
  • fatias de miolo de pão (não utilizei)
  • qb sal
  • qb pimenta
preparação
  1. aquecem.se num tacho de barro (não tinha), o toucinho, a cebola. o alho, a banha e uma colher de manteiga
  2. coloca-se, dentro do tacho, a galinha para dourar, junta-se sal e pimenta
  3. rega-se com os 2 dls de água e tapa-se o tacho deixando estufar em lume brando, voltando-se de quando em vez
  4. quando a carne está tenra adiciona-se o vinho e dá-se uma fervura
  5. retira-se a galinha do tacho e, com a varinha mágica, passa-se o molho 
  6. junta-se o sumo de laranja para ligar o molho e volta-se a colocar o frango dentro do tacho
  7. serve-se numa travessa aquecida

Acompanhamento:
Utilizadando o processador de alimentos cortei rodelas de batas com 2,4mm, e também fiz o mesmo com as cenouras. Cozi as batatas e as cenouras ao vapor e polvilhei com salsa


Carne enrolada em ervas e embrulhada em presunto

Foi através de uma amiga minha que me chegou este video. Dizia a Ana Paula, como nota introdutória, "vale a pena amar!". Não há com o que discordar JJ.



(⁀‵⁀,) ✫✫✫.♥
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Enquanto "folheava" um programa, já datado de julho de 2010,  vi, na SIC, esta receita da Mafalda Pinto Leite. Ela fez com rosbife mas o talho não tinha portanto a experiência não foi interrompida por este facto e o resultado foi uma verdadeira maravilha . Vou repetir, certamente!

Carne enrolada em ervas e embrulhada em presunto




ingredientes

  • rosbife, para assar (como referi não utilizei rosbife)
  • presunto (em fatias)
  • salsa
  • hortelã
  • oregãos
  • manjerona
  • alecrim
  • limão (raspa)
  • alhos
  • azeite
  • sal
  • pimenta



Preparação

  1. Abrir a carne de forma a poder, depois, enrolar com o conteúdo da marinada que se vai fazer
  2. dar pequenos golpes, no interior agora aberto, na carne, para que a marinada entre
  3. A marinada é preparada com salsa picada, alhos, manjerona, oregãos, raspa de limão. tomilho e hortelã. As estes "cheiros" junta-se duas colheres de azeite e esfregasse o interior da carne.
  4. Polvilhar com sal e pimenta  e enrolar
  5. alinhar as fatia de presunto e, colando a carne em cima, embrulhar a carne nelas
  6. Atar tudo e colocar um pouco de alecrim
  7. deixei a carne assim preparada, de um dia para o outro
  8. passar por uma frigideira com azeite quente (um minuto de cada lado e levar o forno


para acompanhar 

batatas no forno

ingredientes:
  • batatas cortadas em rodelas finas
  • leite, para cobrir as batas
  • alecrim
  • alho
  • sal 
  • pimenta


Preparação
  1. descascar as batatas e cortar em rodelas finas
  2. colar dentro de um recipiente
  3. cobri-las com leite
  4. juntas alecrim e alho picado (ou às rodelas)
  5. deixar assim umas 20 minutos
  6. colocar as batas num tabuleiro, juntar um pouco de sal (o leite, alecrim e alhos não se juntam no tabuleiro - embora se deva deixar segiur algumas rodelas de alhos)
  7. levar ao forno a assar 




Perna de Carneiro, com o tempero do Cabrito da Chefe Justa

A minha mãe, nos seus 92 anos, não perde uma leitura das revistas.  E, se lhe perguntarem quem casou, divorciou ou namora com... ... ela responde sem qualquer hesitação! Se pensarmos que isto, nos tempos que correm, são informações que estão a ser actualizadas com uma frequência que obriga a alguma ginástica mental... ... 
Ao contrário da minha mãe confesso que, embora seja capaz de as folhear, não tenho grande paciência para  revistas social light, tanto mais que me sinto uma perfeita ignorante, quando se fala de determinadas pessoas como obviamente conhecidas do mais comum dos mortais e eu, que sou muito melhor em  caras do que em nomes, olho para as várias fotografias e não me lembro de as ter visto alguma vez  mencionadas!
Esta semana, como em todas as semanas, comprei mais uma das revistas e, enquanto a minha mãe  estava a vê-la, reparei numa mesa apelativa e uma cara que identifiquei de imediato, a da Chefe Justa. Num dos cantinhos daquela  página podia-se ler, em jeito de nota, duas receitas e a do Cabrito  Assado despertou o meu interesse.
Cabrito não tinha, nem iria comprar, mas a perna de carneiro aguardava tempero... foi assim que nasceu a

Perna de Carneiro, com o tempero do Cabrito da Chefe Justa



ingredientes
  • 1 perna de carneiro
  • 8 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • 2 laranjas (sumo)
  • 2 copos de vinho branco
  • colorau
  • azeite
  • margarina
  • 2 pezinhos de alecrim
  • 4 pezinhos de salsa
  • batatinhas pequenas para acompanhar
Preparação

Tempera-se o carneiro com todos os ingredientes mencionados (os alhos são muito picadinhos) e deixa-se a marinar por umas horas (eu deixei de um dia para o outro). 
Depois de marinar leva-se ao forno a assar.
Acompanhei com batatas assadas, também poderia ter acrescentado cebolinhas.

Estava uma delicias, dizia a receita que é um sabor de Trás-os-Montes

Risotto de limão e hortelã, para a festa

2010_09_13 - o Mel e a mãe, Bia
- Descobri esta receita, e não poderia deixar de trazer para a nossa festa! - disse-me o Mel relembrando-me que o dia do primeiro  aniversário deste blog está quase aí.

O cheirinho do prato que ele tinha feito, era tão agradável que não consegui evitar, semicerrei os olhos, enquanto retinha todo o aroma.

- Que achas do meu risotto?- continuou, olhando impaciente para mim 

Sem saber muito bem como, enquanto olhava para aqueles olhinhos doces e redondos, o meu pensamento voou até  às minhas férias. Vi a gata vadia que todas as manhãs me pedia comida e o modo insistente e meigo como o fazia. Lembro-me, ainda, como ela, a Bia, nos levou até juntos dos dois filhotes e como, mais tarde, decidimos que nenhum deles poderia ficar na rua. Como família não se separa, eu tive o privilégio de  ficar com o Mel e a minha prima Isabel ficou com a Bia e a mana do Mel, a Cléo.

- Então?! Gostaste ou não?!  Olha que a receita dizia, num determinado ponto, "risotto é um trabalho de amor"... ... -  disse ele colando as patinhas nas minhas pernas, obrigando-me a olhá-lo, agradecida.

Claro que eu tinha gostado, e de tal maneira que me antecipei à festa e tirei um pouco para levar na marmita.

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Se ainda não participou veja as regras aqui e apareça, pelo convívio saudável.

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Risotto de limão e hortelã

ingredientes
  • sal
  • 6 copos de água
  • 3 colheres de sopa azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga (não coloquei)
  • 1 cebola picada
  • 2 chávenas de arroz
  • 1 chávena de vinho branco
  • 1 a 2 limões (o que for suficiente para uma colher de sopa de raspa de limão)
  • 1 colher de sopa de hortelã picada
  • qb pimenta
  • pinhões torrados (não coloquei)
  • queijo parmesão (não coloquei)
Preparação:
  1. colocar a água ao lume com o sal, deixar ferver e reservar tapado
  2. num tacho anti aderente. colocar a cebola e o azeite e leve ao lume até a cebola ficar translucida;
  3. adicionar o risotto e mexer sempre, até o risotto começar a ficar alourado 
  4. adicione o vinho branco e mexa até que este fique evaporado
  5. misturar o sumo do limão mexendo bem e deixando absorver
  6. Adicionar aos poucos a água com sal, mexendo sempre e deixando o risotto absorver a água e ficar cremoso e cozido (todo o processo deve levar mais ou menos 30 mn, risotto é um trabalho de amor)
  7.  polvilhar com a raspa de limão e hortelã picada 
Depois, vai-se verificando se tudo está pronto e, quando estiver no ponto,  poder-se-á servir com peixe, cordeiro, marisco ou...


P.S.:
Esta receita já foi para a cozinha do:


Couve-flor salteada com camarão

Como sabem participei no "Convidei para Jantar", que a Ana lançou. Acho esta ideia e a sua dinâmica muito interessantes e enriquecedoras, por isso tenho seguido, aqui e ali, as conversas entre os convidados e os blogs hospitaleiros. Foi ao ir ler a homenageante história da Su  que o meu olhar se deteve no desafio do seu aniversário.
O Suvelle Cuisine nasceu, praticamente ao mesmo tempo que O Bolo da Tia Rosa e, desde então tenho recebido, no meu mail, todas as participações da Su, foi por isso uma agradável retrospectiva a forma como ela lançou este desafio.
Embora não seja comentadora do seu trabalho, uma mão deve contar para as vezes que ali deixei a minha opinião, não podia deixar escapar esta forma saudável de participar e que mais não é do que a continuação da sua maneira de estar na blogoesfera.
Assim decidi sentir que o desafio também me era dirigido e, com prazer, decidi levar à festa "couve-flor salteada com camarão" (só espero que ela goste, eu fi-la com muito prazerJ

Aqui fica a receita  que pode ser servida quente ou fria, a opção depende da altura do ano. 

Ingredientes:
  • 600g de couve-flor;
  • 1 dente de alho;
  • 150g de miolo de camarão
  • 1 pimento de conserva (eu utilizei pimento vermelho fresco)
  • azeite
  • 1 ramo de coentros
  • sal
  • pimenta

Preparação:

  1. Separe a couve-flor em raminhos e lave-os
  2. colocar um tacho ao lume com água e sal e, quando a água estiver a ferver, colocar dentro os raminhos de couve.
  3. Laminar o dente de alho, cortar o camarão, e cortar também o pimento (aos cubinhos), colocar tudo numa frigideira para refogar um pouco
  4. Quando a couve-flor estiver cozida juntar ao refogado para saltear
  5. Misturar tudo e colocar num recipiente
  6. Polvilhar com coentros e envolver tudo.
Fonte da receita: 
Legumes e Vegetais, colecção aromas

arroz de segurelha

No aniversário de Zeca Afonso uma canção que povoa a minha adolescência




Arroz de segurelha

Por vezes  não sabemos como deveremos acompanhar uma refeição e este arroz ficou muito bom e foi feito com um restinho de feijões verdes que estavam perdidos na caixa 



ingredientes:

1 cebola pequena
2 a 3 feijões verdes
1 chávena de arroz (neste caso foi arroz agulha)
1 dente de alho
qb de pimento vermelho
qb de azeite
água
sal


Preparação:

Picar a cebola e o alho e levar a alourar em azeite.
Acrescentar água, sal, feijão verde picado finamente, pimento vermelho picado finamente, um pézinho de  de segurelha. Quando a água estiver a ferver acrescentar o arroz e deixar cozer. Retirar o pézinho de segurelha.
O sabor é muito agradável 



Rolinhos de Pescada com Presunto

Não sei se já vos aconteceu, fiz esta receita no passado mês de Setembro mas não encontro a revista de onde a tirei e...tenho andado a adiar o post. No entanto, depois de tantos doces acho que um peixinho é mesmo o melhor e como ainda me lembro como fiz esta "complicadíssima" receita...fica aqui a promessa que colocarei a fonte logo que me cruze com a revista de culinária que a contem!

Rolinhos de Pescada com Presunto

ingredientes:
  • uma embalagem  de filetes de pescada congelados;
  • igual número de fatias de presunto;
  • q.b sumo de limão;
  • q.b. leite
  • q.b. de pimenta;
  • azeite;




Preparação:
Como podem verificar não se adiciona sal nesta receita, não nos podemos esquecer que o presunto tem sal.
Deixa-se os filetes descongelar com um pouco de sumo de limão, leite e pimenta.
Após a descongelação coloca-se, em cada filete, uma fatia de presunto e enrola-se, "fecha-se" um palito para que não se desmanche.
Leva-se ao forno, regado com azeite, até estar cozinhado, regando-se com o molho com a frequência necessária..

Para acompanhar:
  1. Molho piquei, grosseiramente, coentros.juntei um pouco de pimento vermelho picado, azeite e uma colher de chá de mel
  2. E puré de batata;
  3. salada de alface
Tinha visitas para o almoço e...foi um sucesso autêntico :)

O sabor, delicioso, das coisas simples

Quando uma ideia surge  e é fortemente firmada pelo coração, a montanha parece ser de pluma quando a colocamos em movimento!

Na hora do café, reparei que havia rostos novos olhei para a Eunice, de uma forma interrogativa, esta esclareceu-me que eram da Suíça. Sorri para as visitantes e continuei na amena cavaqueira enquanto saboreava o café e o bolinho de aniversário do pequeno Samuel. É muito frequente termos a alegria de sermos visitados, por isso não estranhei.
Mais tarde fiquei presa à história que trazia a Suíça até Portugal…
Cada uma das dez pessoas foi-nos apresentada, confesso que só decorei o nome da Nina, a simpática portuguesa que veio com elas e que traduzia para nós o porquê de estarem ali com tão contagiante alegria.
No cantão alemão da Suiça, na cidade de Kloten  a 15 Kms de Zurique, uma mãe aproveitava o café para partilhar com a Nina a sua angustia, a sua filha recusava, de uma forma sistemática,  as oportunidades que os pais estavam a oferecer-lhe, para passar umas férias diferentes com outros jovens. Enquanto ouvia o desabafo, daquela senhora que conhecia mas com quem não tinha grande intimidade, um torbilhão de sentimentos apoderou-se do coração da Nina, os seus pensamentos voaram até Portugal e, embora fizesse força para não demonstrar, a sua interlocutora apercebeu-se  que o seu pensamento não estava ali, parou o seu desabafo e quis firmemente saber o que estava a provocar aquela reacção…
Pedindo desculpa por,  momentaneamente , ter mostrado uma reação aparentemente fora de sintonia,  a Nina tentou concentrar-se no relato. Mas, o impacto do voo dos seus pensamentos foi tão forte que aquela mãe deixou de estar focada no que a angustiava e não descansou enquanto não soube o motivo que levava a sua interlocutora a ficar “inquieta”.
Havia quarenta crianças em Portugal que queriam tanto terem umas férias e, por total incapacidade financeira, não seria possível, para elas, poderem  brincar com outras crianças!
Aquela realidade, agora partilhada, “apagou” a angústia daquela mãe e, logo ali, começou a encontrar um caminho para a solução desta necessidade, falou com uma, com outra e com outra pessoa e, num toque que só Aquela varinha mágica pode dar, angariam fundos que fizeram chegar a Portugal e proporcionaram umas férias diferentes, as primeiras férias, a crianças portuguesas com uma história de vida que as levava a esta carência, entre muitas outras.

Agora aquela mãe olhava para nós e afirmava, tendo muito presente a recusa da sua filha, que o seu coração, assim como o de todas as outras senhoras que viajaram com ela até Portugal, estava feliz. A certeza que tinham seguido o caminho determinado, tinha sido selada quando foram  contaminadas pelos sorrisos das crianças que corriam alegres no campo de férias que vieram visitar.
Estou certa que o futuro vai confirmar que estas férias foram uma marca na vida daquelas crianças mas também estou certa que aquelas senhoras ficaram marcadas, não só elas como todas as pessoas que estiveram no processo de concretização deste sonho.
Confesso que a envolvência do relato, que temo não ter conseguido reproduzir, foi tão forte que me deixou emocionada. Não pelo facto de se ter conseguido levantar uma determinada quantia, mas porque uma pequena partilha, de um facto pouco alegre, no intervalo de um café, tinha proporcionado, através de pessoas desconhecidas e a muitos quilómetros de distância, a alegria de tantas crianças e a emoção de cada um de nós.
Na verdade, Deus faz as coisas de uma forma muito especial. Nada, mas mesmo nada, é por acaso. Temos de estar atentos, não nos concentramos nas nossas angústias e decerto seremos contaminados por sorrisos que nos levam à felicidade.
Quando cheguei a casa continuei a deliciar-me com as coisas simples:

Costeletas de borrego

ingredientes:
6 costeletas;
2 dentes de alho;
1 folha de louro;
q.b. sal;
q.b. banha;
q.b. vinagre

Preparação:
Tinha deixado as costeletas  temperadas com o sal, os alhos, a folha de louro.
Coloquei, na frigideira, um pouco de banha e as costeletas lá dentro. Voltei-as, de um lado e de outro e retirei para um prato. Ao molho juntei, na frigideira, um cheirinho de vinagre, deixei apurar ligeiramente e voltei a colocar as costeletas na frigideira. Após breves momentos apaguei o lume.
Servi com uma saldada de alface com coentros, umas batatas fritas, que não fazia já nem sei há  quanto tempo e saboreei calmamente enquanto partilhava a história que tinha ouvid0 naquela manhã.
.J

Carapaus fritos com arroz de tomate

Há dias em que a nossa alma não nos leva até à cozinha, embora saibamos que ali encontramos uma excelente terapia. Carapaus fritos, de um dia para o outro, pode ser a solução mais óbvia, num dia como este, e os tomatinhos, do Freixial, iam dar uma ajuda para colorir o arroz.


1 chávena de arroz
1 cebola média;
3 dentes de alho;
q.b. de tomate
sal
azeite
água

Coloca-se o arroz numa chávena, lava-se em água corrente e reserva-se.

Pica-se a cebola, os alhos e leva-se ao lume com o azeite e os tomates cortados em pedaços. Deixa-se a refogar (cá em casa não gostamos de refogados muito puxados, por isso deixo só até a cebola ficar translúcida).  Junta-se a água (duas a três chávenas) e, quando a água começa a ferver, junta-se o arroz.
Deixar cozer e servir enquanto o cheirinho nos conforta a alma!


Os meus pais e avós costumavam salpicar os carapaus com um cheirinho de vinagre e acompanhar com azeitonas galegas.

Acompanhei com uma salada de alface, a que juntei coentros, e o resto dos tomates.

Frango com azeitonas verdes e funcho

Precisava de uma refeição que desse para acabar de fazer no dia seguinte, ao domingo não posso estar muito tempo na cozinha… Lembrei-me  da foto apelativa tirada pela Helena. Aquela receita tinha tudo o que eu precisava: uma pitada de descoberta, a simplicidade na confecção e  sugeria-se que se servisse no tacho.
Aqui fica a receita, inspirada na Sophie  Dahl, à qual fiz ligeiras alterações:
Ingredientes 
qb azeite
½  frango cortado em pedaços (utilizei frango do campo)
2 dentes de alho sem casca, esmagados (piquei)
1 bolbo de funcho. Pequeno,  grosseiramente picado

250 ml de vinho branco
2  tomates  pequenos
125 ml de caldo de galinha (usei o molho do frango)
1/2 chávena de azeitonas verdes sem caroço.
qb manjericão fresco picado





Preparação
Leve um tacho ao lume com 3 colheres de sopa de azeite, junte o frango e salteie durante 15 minutos até alourar. Retire e reserve com o molho. No mesmo tacho coloque um pouco de azeite e salteie o alho e o funcho, durante 2 a 3 minutos. Adicione o vinho branco e o tomate e deixe ferver em lume baixo 10 minutos. Ponha agora o frango no tacho e deixe cozer 30 minutos em lume brando, juntando o caldo, aos poucos. Quando faltarem alguns minutos para o final, adicione as azeitonas e o manjericão. Apague o lume e sirva no tacho. 
Foi um almoço muito agradável e é uma receita a repetir.
Como sobrou algum molho, que era pena não utilizar, fiz, nesse molho, um arroz que foi o acompanhamento para a refeição do dia seguinte:

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