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Tarte de Tamboril - que se tornou especial

Não sei se já vos aconteceu... ... Por vezes agendo coisas e quando venho ver o que está agendado já não me lembro do seu conteúdo. Foi o que me aconteceu agora... abri o post e tentei lembrar-me para quem tinha feito esta tarte e... um nó surgiu na garganta, obrigando-me a fazer este preâmbulo, ao texto já feito... 
Há pessoas que nos marcam por pequenos silêncios e nos fazem pensar no momento certo. Foi isso que fez o meu padrinho, sentando-se calmamente ao meu lado e dizendo algo que fez abrir a porta para a verdadeira realidade. Provavelmente deve tê-lo feito mais vezes, mas aquela foi de uma profundidade inesquecível. E eu não poderia deixar de lhe dizer o meu sincero OBRIGADA, no momento da sua partida...

Não vou modificar o post feito, mas vou reagendar, para o dia do seu aniversário. Hoje seria o dia em que, se estivesse entre nós, comemoraria mais um aniversário.

Esta tarte foi feita para oferecer e só vou colocar as quantidades em alguns dos ingredientes, já que foi feita foi  um pouco a olho mas

fiz ...
........ ) ` - . .- ' `(
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......... \ . . . ./ . ./ só
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............. ,_|| \_,/ oferecer
....... , ..... \|| .'
...... |\ |\ ,. ||/ e animar
...,..\` | /|.,|Y\,
... '-...'-._..\||/
......... .._.-` um dia!!! 



Tarte de Tamboril



ingredientes
  • 1 base de massa folhada
  • 1 embalagem de tamboril aos quadrados (congelado)
  • alho francês, parte verde
  • 5 ovos
  • 1 embalagem de natas frescas 
  • pedacinhos de bacon
  • 1 cebola
  • azeite
  • sal
  • ervas de provence
Preparação
  1. forrar uma tarteira com a massa folhada, furar/picar com garfo
  2. Num tacho, entalar em azeite a cebola com o alho francês e o bacon.
  3. Apagar o lume e juntar, aos ingredientes mencionados em 2, os ovos, as natas, o tamboril, sal e as ervas de provence
  4. Colocar a mistura na tarteira e levar ao forno para cozinhar
Ficou delicioso, segundo telefonema, só tive pena que o estado de saúde de uma das pessoas não a permitisse saborear este miminho (no entanto, foi suficiente para lhe arrancar um doce obrigada)....

Sopa de feijão catarino com couve lombarda

Hoje o céu fechou-se numa chuva cerrada, só me apetece estar enroscadinho!
De qualquer forma decidi e disse à minha dona que era eu que iria fazer o post. 
Escolhi os Ecos Tradicionais e uma sopa de feijão com lombarda, espero que gostem das minhas escolhas





Sopa de feijão catarino com lombarda

ingredientes

  • 1 chávena de feijão catarino (seco)
  • 1 cabeça de nabo
  • 1 cebola média
  • 1/2 lombarda pequena
  • azeite
  • sal
  • água



Preparação:
  1. Deitar a chávena de feijão numa panela com água e deixar demolhar de um dia para o outro
  2. No dia seguinte mudar a água ao feijão, juntar uma cebola picada grosseiramente e a cabeça de nabo, em quartos, e deixar cozer e
  3. Deixar cozer o feijão, a cebola e o nabo, com o sal
  4. Triturar tudo muito bem
  5. Passar por um passador de rede de forma a tirar as cascas do feijão (não é necessário mas eu faço porque cá em casa tenho pessoas mais sensíveis)
  6. Deixar levantar fervura e deitar a lombarda cortada finamente (utilizei o processador de alimentos)
  7. corrigir o sal, se necessário, juntar o azeite  comer
A minha dona disse-me que esta era uma sopa da avó!



Biscoitos de Nutella com manteiga de amendoim

Tinha saudades. Confesso que tinha saudades dos jantares da Ana
O convite da Cristina devolveu-me o saltitar de ideias e, sem mais demoras, escolhi o poema que me foi apresentado no liceu, durante uma aula de português onde, em despique, cada um de nós dizia, de cor, um poema. 


Havia
na minha rua
uma árvore triste.
Quebrou-a o vento.
Ficou tombada,
dias e dias,
sem um lamento.
(Assim fiquei quando partiste...)

Saúl Dias

obra poética


Biscoitos de Nutella com manteiga de amendoim




a receita, que tirei daqui, é a seguinte:

"
ingredientes
  • 110g de manteiga ligeiramente derretida (usei Vaqueiro Bolos)
  • 50g açúcar mascavado escuro
  • 185g de açúcar 
  • 200g de manteiga de amendoim creme (atenção que não é a crunchy)
  • 140g de Nutella
  • 1 ovo grande
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 170g de farinha de trigo
  • ½ colher de chá de fermento em pó
  • ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
  • ½ colher de chá de sal (ou menos)

Preparação:

Numa taça de batedeira ou num robot com lâmina bata ou triture a manteiga derretida, os açúcares, a manteiga de amendoim, a Nutella, o ovo e a baunilha.

Peneire a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e o sal e envolva muito bem na massa.
Tape com película aderente e leve ao frigorífico até que a massa fique bem dura, cerca de duas horas. Pode acelerar o processo colocando a taça no congelador.

Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Unte duas folhas de papel vegetal ou prepare os tapetes de silicone.
Molde bola de massa do tamanho de bolas de ping-pong - as minhas pesavam 30g cada. Ocuparam dois tapetes.
Coloque-as nos tapetes com pelo menos 2 cms de distância, achate-as ligeiramente com a palma da mão e leve ao forno durante 12 minutos.
A meio do tempo vire a grelha do forno, do fundo para a porta. e coloque a grelha de baixo em cima e a de cima em baixo.

Retire aos 12 minutos. Nem um minuto mais. O topo estará mole.
Deixe arrefecer uns 5 minutos.
Retire-os com a espátula e coloque-os sobre papel absorvente até esfriarem completamente.
O papel vai absorver alguma gordura e deixá-los mais sequinhos."

Piri-piri em azeite

Não gosto de comida picante, faz-me mal.
Hoje passei pelo supermercado e fui impelida a comprar piri piri!!  Recordei-me do meu pai e da forma como ele conservava o piri piri. Quando abro o armário da cozinha ainda encontro um frasquinho de rolha branca com a conserva feita por ele....
Sim.. o meu já partiu... em Dezembro de 2009. Mas, as conservas feitas por ele ainda permanecem no armário da cozinha...  a minha mãe utilizava umas gotinhas para colocar no frango corado no forno e sempre que abusava um pouco era uma risada constante durante toda a refeição, com os "ahhhhhhhhhhh" que se ouviam... chorávamos a rir cheios de malandrice!
O meu pai não está aqui... ... mas estará sempre presente, fazendo-me até comprar piripiri mesmo sabendo que não o irei colocar na comida....

A conserva era feita assim:

piri piri  era colhido directamente da planta que estava num vaso, no quintal. Depois de lavados e de ser retirado o caule, colocava-se num frasco de vidro, bem lavado e seco. Juntava-se azeite e tapava-se muito bem...passados meses estava pronto a ser utilizado (com moderação). Os piri piri utilizados eram todos vermelhos.



P.S.:
Resolvi ir ao armário... e afinal não é um, mas sim três os frascos que ainda lá estão...




Bip-bip, um bolo salgado e um doce jantar

Quando a Su referiu que este mês  tínhamos para jantar personagens dos desenhos animados, fiquei híper contente. Quem não gosta de desenhos animados?
Eu ainda me delicio a ver um bom  desenho animado. Mas tem de ser mesmo bom, já que não incluo  nessa categoria os que são visivelmente horrosos pela monstruosidade dos seus personagens, a sua violência e ausência histórias construtivas ou de estímulos positivos.

O primeiro que me veio à cabeça foi o Vickie, mas eu não iria desfazer o prazer à  mentora deste  projeto. E quando, mais tarde, vi a  a escolha da Ana só podia concluir que o meu raciocínio estava certo.

Na minha memória as possibilidades de convite recaiam no Mickey Mouse,  no Pluto, no Mr Magoo, já que os conhecia desde o preto e branco. Mas, de repente, parei enternecida a  ver o Bip-bip. Não foi pelo desenho animado, em si, que fiquei com este estado de espírito, não o considero muito construtivo, mas sim porque me veio à memória o rosto atento do meu pai que gostava, muito mais do que eu, destes personagens.
Assim, por esta doce  memória, estava decidido quem iria convidar para jantar (pena é que só tenha tempo para a entrada, já que gostaria de continuar a contemplar o rosto do espectador e com ele dar umas boas risadas malandras… …).




O que escolhi tem forma de bolo (mini bolo) salgado e inspirei-me  aqui.

Mini bolo salgado 


ingredientes:

  • 4 fatias de pão de forma
  • atum
  • maionese 
  • azeitonas
  • pickles
  • tomate cereja
  • cenoura
foto de Mafalda Correia


Jan 2012

Preparação

Fazer uma pasta com o atum, maionese, pickles e azeitonas.
Barrar as fatias de pão e colocar em pilha
Decorar com o tomate e a cenoura


Nota: Nesta iniciativa os participantes estão neste post

Salame para o Dia Mundial do Chocolate

Não concordo nada com esta coisa dos “Dia de”, quando gostamos de uma coisa ou de alguém todos os dias são “Dia de”, todos os dias são especiais, sejam eles 26de Maio ou não! E, do chocolate eu gostoJ.
O chocolate é especial, leva-nos de lés a lés, à volta do mundo. Passo a explicar.
Desde miúda que me lembro do Salame, embrulhadinho em prata. Lembro-me das nossas gargalhadas, enquanto o saboreávamos, e dos nossos lábios debruados a castanho.
Esta receita de salame fui buscá-la a outra Miúda, já que deste magnifico blog só consigo fazer as coisas de criança e como uma criança.
Mas este salame têm um toque carinhoso de Brasil  e, sem ele, não era possível ficar tão bom.
Depois…também têm um toque português, o do Vinho de Favaios, vinho que tem o condão de unir continentes.
receita original, tem os meus comentários em itálico.

Salame de chocolate


Ingredientes:
  • 800 g de bolacha(tipo "Maria") moída  -  julgo que a nossa bolacha Maria tem uma massa diferente da fabricada na Rússia, portanto não coloquem toda de uma vez. Julgo mais prudente retirarem uma porção, adicionando só se for pertinente.
  • 1 lata de leite condensado (385 g) – a lata que utilizei tem 378g
  • 200 g de manteiga derretida e fria
  • 200 g de castanha de caju – utilizei Castanha do Pará
  • 50 g de cacau em pó – utilizei o Magro
  • açúcar em pó para polvilhar – não utilizei
*se desejar, pode adicionar 1-2 colheres de sopa de conhaque, rum ou licor (por exemplo, de amêndoa, de chocolate ou de café) – utilizei Vinho Favaios

Preparação:
  1.  Picar grosseiramente a castanha de caju (utilizei castanha do Pará).
  2. Misturar a bolacha moída, o leite condensado, a manteiga derretida (e fria), a castanha de caju  (neste castanha do Pará) e o cacau em pó amassando tudo muito bem até estar tudo bem ligado. 
  3. Dividir a massa em 2-3 partes iguais e enrolar cada parte em forma de salame (dividi em quatro).
  4. Envolver cada parte em papel alumínio ou em película aderente. E colocar no frigorífico cerca de 1-2 horas.
  5. Envolver em açúcar em pó e cortar em fatias grossas (não coloquei açúcar em pó).


P.S1.: Esta é a minha participação no desafio do Pecado da Gula (sei que não vou ser premiada, não foi por isso que participei. Mas, se for, por favor reverte o meu prémio para o "Sabor com Letras", já que eu estou deste lado do Oceano


P.S2.: Acabei de receber um mail do Pecado da Gula a referir que este post foi o vencedor (e eu que estava incrédula... ...). Tal como referi o prémio deverá reverter a favor do Sabor com Letras. Muito Obrigada  Akemi (01 de Abril de 2012)


P.S3 Este foi o cestinho que ganhei, que ganhou a Adriana, Sabores com Letras

arroz de segurelha

No aniversário de Zeca Afonso uma canção que povoa a minha adolescência




Arroz de segurelha

Por vezes  não sabemos como deveremos acompanhar uma refeição e este arroz ficou muito bom e foi feito com um restinho de feijões verdes que estavam perdidos na caixa 



ingredientes:

1 cebola pequena
2 a 3 feijões verdes
1 chávena de arroz (neste caso foi arroz agulha)
1 dente de alho
qb de pimento vermelho
qb de azeite
água
sal


Preparação:

Picar a cebola e o alho e levar a alourar em azeite.
Acrescentar água, sal, feijão verde picado finamente, pimento vermelho picado finamente, um pézinho de  de segurelha. Quando a água estiver a ferver acrescentar o arroz e deixar cozer. Retirar o pézinho de segurelha.
O sabor é muito agradável 



Brownie de chocolate e beterraba para comemorar

Quando os que amamos vencem o nosso coração pula de alegria e só se tem vontade de comemorar!


Estou a pensar naquele bolinho que tanto espanto causou num dos nossos lanches (primeiro estranhou-se depois... foi alvo de "aprovação plena"!!)

Brownie de chocolate e beterraba




Ingredientes:

250 g de chocolate em barra 70% cacao
250 g de manteiga sem sal
250 g de açúcar em pó
3 ovos
150 g de farinha com fermento
250 g de beterraba cozida e ralada sem a casca
 
Preparação:

1. Aquecer o forno a 180ºC.

2. Forrar uma forma rectangular com papel vegetal.

3. Partir o chocolate em pedaços. Misturá-lo com a manteiga e levar ao forno. Quando começar a derreter, misturar bem e voltar ao forno até derreter. Depois de derretido deixar arrefecer um pouco.

4. Bater os ovos com o açúcar, até ficar uma pasta cremosa. Adicionar o chocolate derretido com a manteiga.

5. Juntar com cuidado a farinha com a beterraba, escorrida.

6. Colocar a massa na forma e colocar no forno por 20 minutos.

Nota: descobri a receita deste bolo está aqui

Broas escaldadas a anunciar o São Martinho

A D Lurdes pertencia àquele grupo de colegas que, no intervalo do almoço, pegava no seu saquinho e tecia camisolas para os netos, fazia renda  ou bordava uma toalha, para a filha ou nora.
As colegas, como a D Lurdes, foram-se reformando. Mas, algumas das suas receitas ficaram!



Ingredientes:
  •  0,5kg de farinha;
  • 250g de açúcar;
  • 25g de canela;
  • 25g de erva doce (em grão)
  • qb de amêndoas (para colocar em cima);
  • 1/2 caneca de vinho do Porto;
  • 1/2 caneca de água;
  • 1/2 caneca de azeite;
  • uma pitada de sal;
  • 50g de margarina (tipo Flora)
  • 1 ovo (para pincelar)
Preparação:
  1.  Numa tigela coloca-se a farinha, açúcar, canela, erva doce, sal e mistura-se;
  2. coloca-se ao lume, até ferver, a água, o vinho do Porto, a margarina, o azeite;
  3. Deita-se sobre a mistura conseguida em 1, este preparado a ferver. Mistura-se tudo com uma colher de pau;
  4. Num tabuleiro previamente untado e polvilhado de farinha, coloca-se a massa e em cada "broinha" uma amêndoa. Depois pincela-se com ovo e coloca-se no forno.
Estas broas podem não ter ficado com um formato tão "de broa" mas o sabor... experimentem e depois digam-me se não são para repetir muitas vezes

Um bolo de cenoura com cobertura de chocolate numa tarde de neura

Sentei-me exausta, por coisa nenhuma, em frente da televisão. Agarrei no comando sem grande convicção, percorri cada canal sem interesse em nenhum deles…
Desliguei…
…voltei a ligar, talvez na tentativa de encontrar… nem sei muito bem o quê…
…detive-me na RTP2.
Falava-se de uma raiz que brotou pela primeira vez no Afeganistão e se disseminou pelo Mediterrâneo, falava-se de “carotte”, “carota”,” karoton”.
Aprendi que foi no século XVII, na Holanda , que a cenoura despontou e que a sua linda cor se tornou o símbolo da independência holandesa.
Sobretudo fiquei com a certeza que esta minha amiga cenoura, transformada em xarope de criança, é cultivada em Portugal com muito boa qualidade.

Depois , o Chefe Henrique Sá Pessoa, com aquela facilidade que o caracteriza, levou-me a saborear um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. A receita é muito simples e este bolo de quatro ovos fica bastante grande.
A neura foi-se na primeira dentada!


Ingredientes para o bolo:
  • 300g de cenouras
  • 4 ovos
  • 1 chávena de chá de óleo (não enchi a chávena)
  • 2 chávenas de chá de açúcar
  • 3 chávenas de chá de  farinha
  • 1 colher de fermento

Ingredientes para a cobertura :
  • 1 tablete de chocolate negro
  • 25 g de manteiga

Prepaparção:

Não tenho robot, por isso, descasquei as cenouras, cortei-as em pequenos pedaços e reduzi-as a puré no  1 2 3.
Coloquei o puré numa tigela, juntei as gemas,  o açúcar e o óleo e mexi muito bem. Adicionei a farinha e o fermento e, por último, envolvi as claras em castelo bem firme.
Coloca-se numa forma bem untada e vai ao forno a cozer.
Depois de desenformado cobre-se com o chocolate, que derreteu com a manteiga.

Para pôr a conversa em dia um bolo de chocolate com frutos silvestres

A missão das folhas

Naquela tarde quebrada
Contra o meu ouvido atento
Eu soube que a missão das folhas
É definir o vento
Ruy Belo (1933-1978)

A Aida é uma daquelas colegas que, no inicio da nossa actividade laboral, se cruza connosco e, a vida vem a provar, que permanece, independentemente do percurso que cada uma de nós  tenha seguido. A visita desta amiga é mais do que motivo para celebrar, portanto nada como o bolinho que tinha visto na Tertúlia e que de imediato fiquei com vontade de saborear.
Para acompanhar... um chá de alcachofra, tipico da Escócia, um presente que veio directamente de Edimburgo (e que só agora, ao pesquisar na net, me apercebi que também é usado para emagrecer...bolo de chocolote versus chá de alcachofra!)

ingredientes:
bolo:
4 ovos + 2 claras
150 g de açúcar
50 g de farinha de trigo
10 g de amido de milho
50 g de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
creme:
250 ml de leite
2 gemas de ovo
40 g de açúcar
30 g de amido de milho
100 gr chocolate
decoração:
qb de framboesas
qb de amoras
Preparação do Bolo:
Bater os ovos e as claras com o açúcar até duplicar de volume. Misturar a farinha, o amido de milho, o cacau e o fermento e adicionar aos poucos à mistura dos ovos envolvendo cuidadosamente com uma espátula para não baixar de volume, levar ao forno aquecido em forma bem untada, cerca de 15 a 20 minutos ou até estar cozido.
Preparação do creme:
Picar o chocolate e reservar.
Levar o leite o lume para aquecer.
Bater as gemas com o açúcar até dobrar de volume, juntar o amido de milho.
Juntar o leite quente aos ovos muito lentamente e mexendo sempre com uma vara de arames ou uma batedeira. Levar tudo de novo ao lume muito brando até engrossar. Retirar do lume juntar o chocolate e esperar um minuto ou dois para o chocolate derreter, mexer então com uma vara de arames até obter uma mistura homogénea.
Servir o bolo coberto com o creme de chocolate e as amoras e framboesas.

Nota: Tenham cuidado, pf, com a tempo no forno. O meu bolo ficou muito longe do queimado. Mas, só a conversa animada e a boa disposição por nos revermos, é que apagou o facto de estar um pouco seco demais.

Bota 2 No FB está aqui

Sopa de salsa

Se bem me lembro...



É esta uma das poucas memórias que tenho presente, quando falamos das Ilhas, que não conheço.

Sei que os açorianos fazem pratos simples e muito gostosos, aliás já tive a oportunidade de saborear um, por isso não tive qualquer hesitação em fazer a sopa da Bisavó da Patrícia.
Descobri o "Receitas ao Desafio" através do blog da Ilidia e sugiro que lhes façam uma visitinha e depois comentem.

  • um, generoso,ramo de salsa;
  • 6 batatas (não utilizei courgette, logo fiz mesmo como a bisavó!);
  • 1 cenoura grande;
  • 1 cebola;
  • 1 dente de alho;
  • água
  • Sal

Com excepção da salsa, cozem-se os ingredientes  referidos depois tritura-se com a varinha mágica (como a minha varinha está com um som que adivinha doença grave, utilizei o liquidificador)..
Retira-se os caules da salsa e corta-se as folhas aos pedacinhos, com o auxilio de uma tesoura de cozinha. Junta-se ao preparado, leva-se ao lume e junta-se o azeite.
E... "straight to the point", como refere a Patrícia:
  1. uma sopa a repetir, sem qualquer dúvida;
  2. Açores, ilhas que estão na minha lista de viagens a fazer

Carapaus fritos com arroz de tomate

Há dias em que a nossa alma não nos leva até à cozinha, embora saibamos que ali encontramos uma excelente terapia. Carapaus fritos, de um dia para o outro, pode ser a solução mais óbvia, num dia como este, e os tomatinhos, do Freixial, iam dar uma ajuda para colorir o arroz.


1 chávena de arroz
1 cebola média;
3 dentes de alho;
q.b. de tomate
sal
azeite
água

Coloca-se o arroz numa chávena, lava-se em água corrente e reserva-se.

Pica-se a cebola, os alhos e leva-se ao lume com o azeite e os tomates cortados em pedaços. Deixa-se a refogar (cá em casa não gostamos de refogados muito puxados, por isso deixo só até a cebola ficar translúcida).  Junta-se a água (duas a três chávenas) e, quando a água começa a ferver, junta-se o arroz.
Deixar cozer e servir enquanto o cheirinho nos conforta a alma!


Os meus pais e avós costumavam salpicar os carapaus com um cheirinho de vinagre e acompanhar com azeitonas galegas.

Acompanhei com uma salada de alface, a que juntei coentros, e o resto dos tomates.

Sopa de feijão manteiga e legumes

Estava com tempo por isso optei por sentir os legumes na sopa e saboreá-los calmamente enquanto os comia...hoje estou mesmo com calma...e como esta sopa me lembra um pouco a minha avô... resolvi ir buscar um prato do meu irmão...

ingredientes:
1 caneca de feijão manteiga;
1 cabeça de nabo;
2 cenouras;
1 cebola grande;
rama de alho francês (parte verde)
qb água
qb sal
1 colher de pau, das médias, de azeite

preparação
coloca-se o feijão na água, de molho, de um dia para o outro.
No dia seguinte muda-se a água e leva-se a cozer com uma parte do nabo e a cebola. Depois de bem cozido tritura-se, com a varinha mágica, e passa-se por um passador, separando todas as peles do feijão. Acrescenta-se a água necessária na panela para juntar, ao preparado que foi triturado, os restantes legumes, previamente foram cortados em pedacinhos muito pequenos. Rectifica-se o sal e junta-se o azeite

Sopa de feijão carrapato

Ok…. podem chamar-lhe sopa de feijão verde, mas para mim é sopa de feijão carrapato, é assim que a conheço desde a minha infância e lembro-me da minha mãe passar muito tempo com a faca na mão a cortar o feijão para a sopa. 
Para mim esta sopa tem de ter dois ingredientes indispensáveis, um deles é a “ferramenta” para cortar o feijão.  Dado que não tenho o muito tempo para o fazer e porque gosto do feijão mais fininho do que o processo tradicional consegue, encontrei este método:

O outro ingrediente, ainda mais importante, é a segurelha, sopa de feijão carrapato sem segurelha…. não é bem a mesma coisa, mesmo quando se coloca um pouco de hortelã para substituir. Mas, a segurelha de que falo não é a do supermercado….essa não! A minha segurelha  tem a folha muito miudinha, deixa a casa toda perfumada e dá aquele gostinho à sopa



Ingredientes
  • 300g de feijão carrapato
  • 2 batatas médias
  • 1 a 2 cenouras
  • 1 cebola
  • 1 tomate maduro
  • 1 haste de segurelha
  • qb sal
  • qb azeite

Preparação
Leva-se todos os ingredientes a cozer, com sal, com excepção do feijão.
Lava-se o feijão, corta-se as pontas e tira-se o fio, se necessário e, depois, corta-se  finamente reservando, com a segurelha.
Depois dos legumes estarem cozidos tritura-se tudo muito bem com a varinha mágica e volta ao lume para levantar fervura e juntar o feijão, bem como a haste de segurelha e o azeite.
Quando o feijão estiver cozido retira-se a segurelha e serve-se a perfumada sopa.
A sopa da minha infância leva massa mas eu não coloco!

Memórias em tempo de eleições…

Não, não me venham dizer que nêsperas são aqueles frutos  que vejo no supermercado!
Para mim, nêsperas não estão nas lojas e muito menos  nos supermercados!
Para mim, nêsperas estão nas árvores e comem-se junto delas… para mim, as nêsperas que como têm de ter sido aprovadas, em primeiro lugar, pelos pássaros.
Lembro-me, na minha infância, do tempo de férias em que ia até casa da minha tia Adelaide e, com as minhas primas, subíamos às nespereiras para saborear um fruto pequenino, cor-de-laranja, salpicado de castanho… quando descíamos das árvores, o chão à volta estava salpicado de caroços saltitantes… lembro-me, ainda, do concurso de caroços e sinto o cheirinho deste fruto docinho.
Para mim, decididamente, as nêsperas são estas só!

E… mesmo quando já não subo às árvores… continuo a aplicar a técnica que aprendi com o meu pai: premir os caroços entre os dedos, semicerrar os olhos  focalizando um alvo, deixar voar o caroço  verificando, de seguida, se aquele foi  atingido  (no uso desta técnica, o meu pai ganhava-me sempre… os seus caroços chegavam mais longe…).
Mas hoje é dia de eleições…                   

NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –

brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora

poema: Fernando Pessoa
interpretação:Gal Costa
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