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Licor de Menta

Vamos começar a planear as ofertas de Natal?

Sim, eu sei que ainda agora estamos a fazer a digestão de tantas coisas boas que os nossos olhos e barriguinhas foram saboreando! 
Mas, porque não começar a planear o próximo mês de Dezembro?! 
Embora os portugueses tenham fama de falta de planeamento, temos de provar que a fama nem sempre corresponde aos factos, por isso o mês de janeiro é, sem dúvida, o mês de inicio de actividade. 
Concordam?!
Então vamos lá a começar a fazer as nossas listasJ

Ah! Só mais um detalhe MUITO importante, que não podemos perder de vista: a celebração do Natal só faz sentido se o fizermos todos os dias JJ.

A minha sugestão é que comecemos pelos licores e este que vos vou sugerir fez o maior sucesso junto de quem o recebeu. A receita veio da Vina, que é especialista em vários licores que fazem a delicia junto dos amigos e do local onde habita.

Licor de Menta

ingredientes:
  • 1 ramo de hortelã pimenta
  • 1 litro de aguardente de boa qualidade
  • 1 Kg de açúcar
  • 1 litro de água


Preparação:

  1. Colocar o molho de hortelã, finamente cortado, dentro de um frasco com aguardente. Colocar o frasco bem fechado num lugar escuro durante um mês - eu deixei muito mais.
  2. Passado esse tempo, levar uma a água e o açúcar ao lume e deixar ferver até fazer bolhinhas.
  3. retirar o preparado do lume e deixar arrefecer
  4. Quando estiver completamente frio adicione, devidamente coada, a infusão de hortelã pimenta
  5. misture e coloque em garrafas
  6. Ofereça com um sorriso e verá que um sorriso lhe será retribuído.

Ameixas (ao brandy e em licor)

Lembram-se dos post:
???

Pois é verdade, estas duas experiências tiveram o maior sucesso o ano passado e todos os que os provaram disseram maravilhas e  insinuaram-se a uma nova quantidade
Assim, quando vi o cestinho  que a  Isabel nos trazia lembrei-me que deveria repetir a experiência. Desta vez as ameixas não são da mesma qualidade, mas como foram dadas com carinho acho que o resultado vai ser muito bom.
Como é que fiz desta vez?
Bom... confesso que misturei um pouco das duas receitas e uns pozinhos do que me veio à mão...é que as ameixas estavam maduras e eu só tinha em casa quantidades alcoólicas suficientes para dois frasquinhos (fiz um com brandy e outro com aguardente)!



ingredientes
  • ameixas
  • açúcar amarelo
  • 1 pau de canela 
  • 1 aniz estrelado
  • 1 cravinho
Modo de preparação:

Colocar as ameixas num frasco de boca larga, o pau de canela, o aniz estrelado, o cravinho e o açúcar depois colocar a aguardente (ou o brandy). Deixe repousar em lugar sem luz, e servir passado 3 meses
Nota: Não se esqueçam que o Natal está já aí e o prazer de oferecer não deve de ser afogado com a Troika!

Licor de Poejo - Convidei para Jantar John Stott

A decisão de aceitar a sugestão da  Carla , neste projecto da Ana, passa também pelo facto de saber que o autor contemporâneo que "convidei para jantar" gostava de passar por Portugal, onde, para além de saborear a companhia de amigos, também recarregava baterias num dos seus hobbies prediletos, a observação de aves


imagem da internet
Conheci John Stott  no  Grupo  universitário que frequentava, todos o liam  e o comentavam. No entanto, eu não tinha a noção do número de livros que já tinha escrito, na presente data muito perto dos cinquenta, nem  tinha lido nenhum dos seus inúmeros artigos e, muito menos, que ia ser referenciado, em 2005, pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O que me levou até John Stott, não foi o facto de ele ter sido mencionado várias vezes na revista Time, no Telegraph, ou em qualquer outra imprensa da actualidade ou até mesmo o facto de ter ser condecorado pela Rainha Isabel II. O que me levou até Stott foi o estimulo que me provocava as suas observações e, sem sobra de dúvida, também a sua figura simples e afável, característica que por norma encerram todas as pessoas que possuem uma enorme inteligência e uma riqueza interior fascinante.

Comecei a ler os seus livros por um título, também ele apelativo: “Crer é também pensar”. Em determinado ponto deste livro pode ler-se:

 “fé não é credulidade…ser crédulo é ser ingénuo, completamente desprovido de qualquer    critica, sem discernimento, até mesmo irracional… …é um grande erro supor que fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escrituras, mas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no carácter e nas promessas de Deus.
…Fé não é optimismo.  Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza conta com o facto de que Deus é digno de todo o crédito.
 …Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR”. (sic)
Poderia continuar a partilhar convosco um pouco mais. Mas, opto por vos deixar aqui  a oportunidade de, caso não conheçam, descobrirem John Stott... quem sabe se não se sentem tentados a ir até Londres e a visitarem o Instituto que fundou e de que foi presidente... 

Para este jantar um licor especial:


Licor de Poejo

Ingredientes

  • Poejo
  • 1litro de aguardente (boa qualidade)
  • 1 Kg açúcar
  • 1 litro de água
  • Tempo (o ingrediente mais importante para o sucesso J)


Preparação:
  1. Deixar o poejo secar durante 2 ou 3 meses
  2. Cortar aos pedaços e deixar em infusão em aguardente (não encher totalmente o frasco). O tempo de efusão é sensivelmente dois meses (num local sem luz)
  3. Levar a água e o açúcar ao lume e deixar ferver até fazer bolhinhas e espuma à tona
  4. Retire do lume  e deixe arrefecer
  5. Quando estiver completamente frio, deite a infusão de aguardente e poejo, previamente coada
  6. Provar...se achar que está muito forte...pode juntar mais a água e açúcar (depois de preparado como se refere em 3).


estiveram à mesa todos estes escritores

Nota: 
Este magnifico Licor só foi possível graças a duas colegas minhas:

a) Celeste Miguel, que partilhou a receita da sogra;
b) Custódia Soares que, num dos seus fins de semana por terras Alentejanas (Safara) colheu o poejo indispensável

A ambas o meu  obrigada JJ



Gin de Framboesa

A Ana veio devagarinho e disse que também fazia anos este mês. Não pediu nada, não acrescentou mais nada a não ser que não anda inspirada.
Vamos resolver a questão com uma musiquinha que o Daniel, um amigo meu,  me deu a conhecer e da qual  eu gosto.


A receita que aqui trago está num livro da Thane Prince e já faz tempo que a queria fazer, só que as framboesa sorriam para mim e eu... ...não lhes resistia. Desta vez, para não acontecer o mesmo, encerrei-as num frasco e transformei-as em

Gin de Framboesa 


ingredientes:
  • 450g de framboesas, mais algumas para servir (opcional)
  • 225g de açúcar branco;
  • 600 ml de Gin
Preparação:
  1. Colocar as framboesas e o açúcar  numa caçarola e levar ao lume brando com o açúcar e mexer de vez em quando, até os sucos se libertarem e o açúcar a dissolver;
  2. Transferir a mistura para um jarro de vidro, deitar o Gin por cima e tapar
  3. Mexa a mistura todos os dias durante 3 a 4  dias. 
  4. No final desse período coar e deitar, nas garrafas que se poderão mater durante 3 ou 4 anos.
  5. O gin só está pronto a ser bebido daqui a 3 ou 4 meses
  6. Se pretender a bebida pode ser servida assim ou diluída em vinho branco
Como vêm aqui está uma excelente ideia para um presente

Esta receita também está aqui

Licor de ameixas


A Luisa, minha colega de trabalho, ouviu-me dizer que estava a pensar fazer compota de ameixa  e logo se prontificou a trazer umas do quintal da mãe. Só que, com pinturas em casa, a compota virou licor e algumas estão conservadas no brandy (são necessários pelo menos 3 meses de repouso, sem luz, mas pode ficar muito mais)!

Ingredientes
  • Ameixas
  • Aguardente
  • Açúcar  (1/4 do frasco)
  • 1 ou 2 paus de canela
Modo de preparação
Colocar as ameixas num frasco de boca larga, o pau de canela e o açúcar depois colocar a aguardente. Deixe repousar em lugar sem luz, e servir passado 3 meses
Nota: o Natal está a chegar… porque não reter esta receita e presentear quem pensamos que se deliciará a saborear este licor que fizemos com carinho

Ginjinha

Lembro-me do meu avô fazer ginjinha. E, sobretudo, lembro-me da "luta" que era para que uma rolasse para dentro do cálice....
Esta ginjinha foi feita para oferecer ao meu pai.....mas.... não houve tempo para obter a sua aprovação.... é isso que a torna diferente....

ingredientes
1 kg de ginja;
Aguardente, de boa qualidade (a suficiente para encher a garrafa);
açúcar (o suficiente para cobrir as ginjas)
1 pau de canela

Preparação:
Lava-se as ginjas e separam-se do pé.
Depois de muito bem enxutas, colocam-se as ginjas numa garrafa de boca larga e deita-se o açúcar, a aguardente e o pau de canela.
Arruma-se a garrafa num local escuro, de tempos a tempos movimenta-se a garrfa de forma a misturar os ingredientes.
Esta pronta em 3 meses e dura....conforme o consumo. .a da imagem é datada de 2009, será com toda a certeza servida em ocasiões especiais.


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